Empresas apostam em IA, mas ainda tropeçam no básico: regras e treinamento
A corrida corporativa pela inteligência artificial parece ter começado antes de parte das empresas responder a questões básicas: quem pode usar a tecnologia, para quê, seguindo quais regras e com qual treinamento? É o que mostra a pesquisa RH Digital & IA 2026, realizada pela Alina, plataforma de gestão de pessoas com recursos de IA e people analytics .
O levantamento ouviu 51 empresas de diferentes portes e setores, majoritariamente por meio de profissionais C-level e diretores.
Cerca de 20% das participantes têm mais de mil funcionários.
Entre elas, 86% consideram prioridade ampliar a utilização de IA em 2026.
Ao mesmo tempo, somente 29% possuem políticas claras sobre seu uso e 45% afirmam ter uma estratégia definida para implementar processos de informatização.
Apenas 10% avaliam que suas equipes possuem conhecimento avançado para conduzi-los.
A distância fica ainda mais evidente quando a pesquisa compara incentivo e preparo.
Três em cada quatro empresas (75%) incentivam os colaboradores a usar IA.
Mas apenas 39% afirmam que seus funcionários sabem identificar onde e como aplicar a tecnologia.
“O avanço da IA é inegável”, diz Marcel Hwa, CEO da Alina.
“Mas os dados mostram que é preciso transformar essa prioridade declarada em políticas efetivas e capazes de orientar o uso da tecnologia, preparar as equipes e estabelecer critérios claros para sua aplicação.” Leia também: A empresa do futuro será menos definida pela IA do que pela capacidade de aprender Falta treinamento — e medir o que é feito O descompasso não aparece apenas no conhecimento dos funcionários.
Embora em 76% das empresas mais da metade dos líderes use IA, somente 41% têm orçamento definido para que os colaboradores utilizem a tecnologia.
Apenas 24% medem seu uso.
Treinamento também está longe de ser universal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.