Terceiro menor país do mundo muda de nome; relembre outros casos
O pequeno país insular de Nauru, no Pacífico Sul, passou a adotar oficialmente o nome República de Naoero, em uma mudança que busca resgatar a denominação tradicional utilizada na língua local. A alteração também marca uma tentativa de reforçar a identidade nacional e se afastar de uma nomenclatura consolidada durante o período colonial.
Com cerca de 12 mil habitantes, Naoero é o terceiro menor país do mundo em população, atrás de Tuvalu e da Cidade do Vaticano . O código internacional da nação será alterado de NRU para NRO, enquanto seus habitantes passarão a ser chamados de dei-Naoero. A pronúncia também muda: o nome é pronunciado “Nau-ero”, em vez da forma aproximada de “Nau-ru”.
Segundo o governo, o nome tradicional nunca deixou de fazer parte da identidade do país e já aparece no brasão nacional, na comunidade e na Constituição. A mudança foi aprovada pelo Parlamento após duas votações , sem a realização do referendo que havia sido inicialmente cogitado.
A decisão de Naoero se soma a uma série de mudanças de nomes de países motivadas por processos de independência, descolonização, resgate cultural ou acordos diplomáticos.
Um dos casos mais conhecidos é o do Zimbábue, que abandonou o nome Rodésia após conquistar a independência do Reino Unido, em 1980. O Sri Lanka , por sua vez, deixou de ser chamado de Ceilão em 1972, adotando uma denominação associada às suas raízes históricas.
Na África, Eswatini, anteriormente conhecido internacionalmente como Suazilândia, adotou o novo nome em 2018 para reforçar sua identidade nacional e a denominação utilizada localmente. No mesmo continente, o antigo Daomé passou a se chamar Benin, enquanto o Alto Volta tornou-se Burkina Faso.
Também houve alterações motivadas por questões políticas e diplomáticas. Em 2019, a antiga Macedônia mudou seu nome para Macedônia do Norte, encerrando um longo impasse com a Grécia. A disputa envolvia, entre outros fatores, a reivindicação histórica sobre o nome “Macedônia”.
Outro caso recente é o da Turquia, que solicitou à Organização das Nações Unidas (ONU), em 2022, que passasse a ser identificada internacionalmente como Türkiye, nome utilizado na língua turca. A mudança buscou adequar a identificação internacional à forma como o país se denomina internamente.
Há ainda exemplos relacionados a mudanças de regime. Myanmar substituiu oficialmente a denominação Birmânia em 1989, enquanto a atual República Democrática do Congo recuperou esse nome em 1997, depois de ter sido chamada de Zaire por 26 anos.
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