Um a cada dez CRIs de incorporação deixou de pagar investidores, mas preço dos papéis resiste
Os CRIs de incorporação já mostram sinais da pressão dos juros altos e da demanda mais fraca por imóveis.
Desde janeiro de 2025, 118 das 1.179 operações ativas registraram parcela não paga ao investidor, pagamento parcial ou falta de dinheiro para pagar.
São 10% do total.
Os dados são de levantamento da Vitrify.
A empresa leu um a um os editais, atas de assembleia, fatos relevantes e comunicados publicados até 21 de setembro.
Somadas as renegociações e outros sinais de estresse, são 403 operações com algum evento fora do previsto.
É pouco mais de um terço do estoque.
Os mecanismos de proteção, porém, vêm funcionando e evitaram na maioria dos casos que os eventos levassem a execução de garantias.
Na maior parte dos casos de falta de pagamento, os investidores optaram por mudar o cronograma da dívida, com carência, novo prazo ou juros somados ao saldo: foram 60 das 118 operações.
As execuções ou cobranças na Justiça somam 27 casos nos últimos dois anos, cerca de 6,7% das que registraram algum evento e 23% das com falta de pagamento.
Em 2026, nenhuma operação nova registrou recuperação judicial, extrajudicial ou falência de empresa ligada a ela.
Em 2025, foram nove.
Em meio aos eventos, os papéis seguiram negociados perto do valor cheio no mercado secundário.
Em 2026, até 25 de setembro, a mediana dos negócios ficou em 100,2% do valor atualizado do título nos CRIs que financiam obras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.