James Webb vê explosão estelar de 11,7 bilhões de anos
Astrônomos que analisam dados do Telescópio Espacial James Webb confirmaram uma das supernovas mais distantes já identificadas.
Batizada de SN 2023aeaf, ela explodiu quando o Universo tinha cerca de 2 bilhões de anos.
A luz desse evento levou aproximadamente 11,7 bilhões de anos para chegar até nós.
O registro permite estudar a morte de uma estrela massiva em uma época em que as galáxias ainda apresentavam poucos elementos pesados.
À esquerda, a imagem do James Webb mostra a supernova SN 2023aeaf em destaque.
À direita, vemos o objeto aproximado e, abaixo, a imagem editada para ressaltar apenas o brilho intenso da explosão. – Imagem:Valeria Aparicio et al., The Astrophysical Journal (2026) Explosão vista no passado distante A SN 2023aeaf apareceu em imagens do levantamento COSMOS-Web e apresenta redshift de 3,195.
Na prática, isso coloca a explosão em uma fase muito antiga da história do Universo .
Supernovas provocadas pelo colapso do núcleo de estrelas massivas interessam aos astrônomos por mais de um motivo.
Elas ajudam a indicar onde estrelas estão se formando e, quando explodem, modificam o gás ao redor.
Esse material pode participar da formação de novas estrelas.
Há, porém, uma lacuna importante no conhecimento científico.
A maioria das supernovas estudadas em detalhes está relativamente próxima.
No Universo jovem, a concentração de elementos pesados era muito menor, e ainda não está claro se isso alterava o comportamento dessas explosões.
James Webb identifica o tipo do evento Valeria Aparicio, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, e sua equipe compararam a evolução do brilho e das cores da SN 2023aeaf com simulações de diferentes tipos de supernova.
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