Na Super Quarta, um banco sobe e outro corta
Há algo particularmente interessante nesta Super Quarta .
No mesmo dia, dois dos bancos centrais mais acompanhados pelo investidor brasileiro devem caminhar em direções opostas.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve chega à reunião com alta de 25 pontos-base praticamente precificada.
No Brasil, o Copom deve reduzir a Selic em 25 pontos-base, para 13,75%.
À primeira vista, parece uma contradição.
Entretanto, na prática, é um retrato bastante claro de como política monetária depende menos de um número isolado e mais do ponto em que cada economia se encontra no ciclo.
Os dois comitês também compartilham um problema que não cabe em seus modelos com facilidade: a geopolítica.
O petróleo voltou a superar US$ 100 por barril, as rotas de exportação do Oriente Médio ficaram mais vulneráveis e o mercado passou a conviver novamente com a possibilidade de um choque de oferta mais prolongado.
Bancos centrais não produzem barris, não reabrem estreitos marítimos e não encerram guerras.
Ainda assim, precisam reagir se a energia mais cara começar a se espalhar para fretes, serviços, salários e expectativas de inflação .
EUA: inflação melhora menos do que o Fed gostaria A leitura do CPI (índice de preços ao consumidor na sigla em inglês) de agosto resumiu bem o dilema norte-americano.
O índice cheio avançou 0,4% no mês e permaneceu em 3,4% na comparação anual.
O núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% na margem, acima dos 0,2% esperados, embora tenha desacelerado para 2,4% em 12 meses.
Não é um quadro de descontrole inflacionário, mas tampouco uma leitura confortável para um banco central que tenta levar a inflação de volta à meta de 2%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.