Prefeitura cobra posse do Autódromo para tirar do papel complexo de eventos
A Prefeitura de Campo Grande pediu à Justiça que determine a devolução do Autódromo Internacional de Campo Grande ao Município e autorize a imissão na posse do espaço.
A manifestação foi apresentada no processo que envolve a Prefeitura e o Autódromo Internacional de Campo Grande Ltda., atualmente relacionado à massa falida, após a conclusão dos recursos que vinham impedindo o avanço da execução da decisão judicial.
O Município sustenta que o autódromo permanece indevidamente sob posse privada, apesar de uma decisão judicial transitada em julgado ter determinado a rescisão do contrato de concessão por culpa exclusiva da empresa.
A Prefeitura também argumenta que o prazo de 20 anos previsto originalmente no contrato já terminou e que, portanto, não haveria fundamento para a continuidade da posse privada.
O pedido, protocolado em maio deste ano, ainda não foi analisado pela Justiça.
A parte ligada ao autódromo deverá se manifestar antes de uma decisão sobre a solicitação.
Segundo a Prefeitura, o contrato de concessão foi assinado em 14 de abril de 1998 e previa que, ao final de 20 anos, o Autódromo Internacional de Campo Grande passaria a ser propriedade do Município.
Além disso, o contrato acabou rescindido judicialmente por culpa exclusiva da concessionária em decisão que transitou em julgado em 13 de janeiro de 2009.
A manifestação municipal lembra que a empresa havia ingressado com ação para rescindir o contrato e obter indenização por perdas e danos.
O pedido foi rejeitado, enquanto a reconvenção apresentada pelo Município foi acolhida em razão do descumprimento de obrigações contratuais, entre elas o pagamento de contraprestação sobre a receita obtida com a exploração do espaço e o recolhimento de tributos.
Prefeitura diz que autódromo deveria estar em sua posse - A discussão ganhou novo capitulo após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitar, em junho, o último recurso apresentado pelo Autódromo no caso.
A Corte Especial negou, por unanimidade, agravo interno contra a decisão que havia barrado o Recurso Extraordinário apresentado pela empresa.
O julgamento ocorreu entre 17 e 23 de junho de 2026, com publicação em 29 de junho.
Na avaliação do Município, com o encerramento das possibilidades recursais e a negativa de efeito suspensivo ao recurso apresentado pela empresa, não haveria mais motivo para manter suspenso o cumprimento da decisão.
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