Na China, empresários de MS encontram robôs e oportunidades de negócios
Robôs capazes de realizar limpeza, transportar materiais e executar tarefas industriais estão entre as tecnologias que chamaram a atenção de empresários de Mato Grosso do Sul durante uma missão comercial à China.
O grupo participa da Canton Fair, em Guangzhou, uma das maiores feiras de negócios do mundo, onde conhece equipamentos, busca fornecedores e avalia oportunidades para empresas do Estado.
Segundo o vice-presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Luiz Gonzaga Crosara Júnior, os primeiros dias da viagem têm sido produtivos, especialmente pelo contato com tecnologias de robótica, inteligência artificial, automação industrial, mobilidade elétrica e energia.
Entre as novidades estão robôs para inspeção industrial, equipamentos autônomos para manutenção de áreas verdes, limpeza de painéis solares e sistemas de armazenamento de energia.
De acordo com Crosara, essas soluções podem ser utilizadas em indústrias, propriedades rurais, condomínios, estabelecimentos comerciais e empresas de serviços de Mato Grosso do Sul.
A comitiva já visitou fabricantes, recebeu catálogos, informações técnicas e contatos comerciais, mas ainda não fechou negócios.
“Estamos identificando fornecedores e avaliando possibilidades de futuras parcerias e negócios.
Ainda é cedo para falar em negociações concluídas, porque uma oportunidade precisa ser analisada quanto ao custo, viabilidade de importação, assistência técnica e adequação à realidade brasileira”, explicou.
O vice-presidente lembrou que a Fiems começou a levar empresários à China há quase 20 anos, por iniciativa do presidente Sérgio Longen.
Na época, o país era conhecido principalmente pela capacidade de produção e pelos preços competitivos.
Hoje, segundo ele, também se destaca pelo desenvolvimento de inteligência artificial e outras tecnologias avançadas.
O que mais impressionou Crosara foi a velocidade com que essas inovações estão sendo incorporadas aos produtos e processos industriais.
“A grande pergunta para nós, empresários, não é apenas o que podemos comprar ou vender para a China, mas o que podemos aprender aqui para transformar nossas próprias empresas”, afirmou.
Para ele, os resultados da missão vão além da possibilidade de adquirir equipamentos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.