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Agência da ONU para refugiados reduz número de cargos e orçamento para 2027, mostram documentos

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Agência da ONU para refugiados reduz número de cargos e orçamento para 2027, mostram documentos

GENEBRA, 28 Ago (Reuters) - A agência da ONU para refugiados reduziu seu orçamento em 16% e diminuiu seu quadro oficial de funcionários em cerca ​de 3.500, à medida que se adapta a ​novas restrições financeiras, em um momento em que se prevê que o número de deslocados em todo o mundo atinja um recorde histórico no próximo ano, segundo diplomatas e documentos analisados pela ​Reuters.

Os cortes totais, no ⁠papel, representariam quase ​a redução pela metade da força de trabalho e uma queda ⁠de um terço no orçamento desde 2025, revelando ​o impacto cumulativo dos cortes decorrentes das reduções nos orçamentos de ajuda externa por parte do governo Trump e de outros.

Em 2025, o Acnur ‌contava com 16.126 cargos previstos no orçamento, ‌contra 12.051 neste ​ano e 8.540 em 2027, segundo os documentos orçamentários, excluindo cargos temporários e prestadores de serviços.

Autoridades do Acnur apresentaram os últimos cortes aos Estados membros em uma reunião ‌da ONU em Genebra na quinta-feira, segundo três diplomatas presentes no evento.

No entanto, um porta-voz da agência de refugiados da ONU disse que, na realidade, cortes tão grandes não seriam implementados, já que muitos cargos nunca foram preenchidos nos orçamentos anteriores, que refletiam necessidades e metas de financiamento, e não doações efetivamente recebidas.

O porta-voz afirmou que as projeções de receita para o próximo ano eram comparáveis às de 2026.

“A organização enfrentou ‌um déficit significativo de financiamento em 2025 e, como consequência, já foi obrigada a realizar reduções substanciais na força de trabalho”, disse ele.

No entanto, a ​organização reformaria políticas “injustificadas” que afetavam até 1.000 funcionários, as quais anteriormente lhes permitiam permanecer empregados durante longos períodos entre missões, segundo ‌ele.

“As restrições orçamentárias são reais, mas também estamos avançando com uma agenda de reformas abrangente para tornar o Acnur mais ágil, econômico e responsável”, disse o porta-voz.

A ‌agência foi particularmente afetada pelos cortes ‌dos doadores e já foi forçada a reduzir a ajuda aos refugiados, cortar milhares de empregos, fechar um escritório na ⁠África Austral e está se mudando de sua sede em Genebra para um prédio mais barato na cidade a fim de economizar dinheiro.

Criada após a Segunda Guerra Mundial para ajudar refugiados que fugiam da guerra, da perseguição e da violência, a agência depende quase inteiramente ​de financiamento voluntário, grande ​parte dele pré-designado pelos doadores para projetos com preferência política — o que muitos agora consideram uma falha estrutural.

A redução ocorre logo após o governo Trump avaliar uma possível ruptura com a agência, embora o alto comissário Barham Salih tenha, desde então, manifestado esperança de que a parceria continue.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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