Envolvido em furto de droga apreendida integra grupo de tráfico com minério
Apontado como operador logístico em um esquema que envolvia o transporte e o armazenamento de drogas, Rodrigo de Souza Mattos Chalega foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul no caso de uma carga de 371 quilos de maconha e cocaína apreendida em Campo Grande, em janeiro deste ano, e também foi alvo da Operação Capolínea deflagrada pela FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) nesta quinta-feira (15).
Na denúncia da Operação Rota Blindada, fruto de investigação da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Rodrigo é apontado como responsável pelo manuseio e pela conferência dos entorpecentes encontrados em um galpão na Vila Entroncamento.
A carga era composta por 341,4 quilos de maconha e 29,6 quilos de cocaína.
O caso ganhou repercussão porque, segundo o Ministério Público, parte da droga desapareceu durante a ação policial.
A denúncia descreve uma suposta encenação feita pelo policial militar Lucas Villegas Campos, que teria inventado a fuga de um suspeito para afastar os colegas do galpão e retirar parte dos entorpecentes sem que fossem contabilizados na apreensão oficial.
Transporte em viatura oficial - Conforme a acusação, a carga saiu de Corumbá e chegou à Capital com auxílio do policial penal Antonio Fernando Martins da Silva, que teria usado uma caminhonete Ford Ranger preta do COPE (Comando de Operações Penitenciárias) para fazer o transporte.
Em interrogatório, ele confessou o uso do veículo oficial e afirmou que receberia R$ 50 mil pelo chamado “frete seguro”.
O deslocamento foi identificado por meio do sistema de monitoramento da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
A viatura passou por um radar no quilômetro 709 da BR-262, em Corumbá, com apenas dois minutos de diferença em relação a um Chevrolet Onix preto apontado como veículo de apoio e batedor.
A denúncia também atribui funções específicas aos demais envolvidos.
Diogo da Cruz Alexandre é apontado como liderança operacional; Rodrigo de Brito Osório Moraes teria coordenado a logística e alugado o galpão; e Diego Henrique de Souza Almeida seria responsável por abrir e fechar o imóvel, mediante pagamento de R$ 2 mil.
Rodrigo Chalega aparece como operador no manuseio e na conferência da carga.
João Victor de Arruda Batista é apontado como apoio operacional, enquanto Mário Sérgio dos Santos Soares e Joel Lopes teriam atuado como olheiros.
Já Luiz Otávio do Espírito Santo Valentin é apontado como responsável por armazenar previamente os entorpecentes em imóveis de Corumbá.
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