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Economia

À espera de novas pistas eleitorais, Ibovespa cede à cautela de juros mais altos nos EUA

Valor Investe ·
À espera de novas pistas eleitorais, Ibovespa cede à cautela de juros mais altos nos EUA

Pressionada pela inflação nos Estados Unidos e pelo clima de apreensão eleitoral no Brasil, a bolsa brasileira passou a manhã devolvendo parte dos ganhos recentes.

O tombo inicial, contudo, não ditou o ritmo final da sessão.

O Ibovespa encontrou fôlego no segundo tempo dos negócios e engatou uma reação gradual, amparado pelo alívio nas taxas dos juros americanos e pela força das petroleiras.

Na reta final, o principal índice da B3 encerrou em leve queda de 0,2%, aos 206.506 pontos.

O índice de preços ao consumidor (CPI) de setembro nos Estados Unidos subiu 3,7% em 12 meses, enquanto o núcleo avançou 0,3% no mês, acima das projeções de 0,2%.

O resultado acelerou as apostas no mercado de derivativos para novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), impulsionando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) de 10 anos para a faixa de 5,3%.

Logo após a leitura da inflação, as apostas de que o Fed terá de subir os juros em 0,25 ponto na reunião de 28 de outubro saltaram da faixa de 22% na véspera para perto de 37%.

Apesar do salto nas apostas para este mês, a manutenção das taxas no patamar atual ainda figura como o cenário majoritário para a reunião de outubro, com 63% de probabilidade.

O mercado, porém, passou a embutir com mais força a perspectiva de que uma nova alta de 0,25 ponto ocorra na reunião de dezembro, empurrando a taxa de juros americana para o intervalo entre 4,00% e 4,25% "O juro americano nesse nível acaba pesando em qualquer bolsa emergente", comenta Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital.

Para o especialista, o dado acabou provocando uma realização de lucros na bolsa brasileira.

E, em meio a uma alta que se aproxima de 11% em outubro, impulsionada por uma entrada de R$ 13 bilhões de capital estrangeiro logo após o primeiro turno, qualquer ruído no horizonte pode virar pretexto para o investidor embolsar os ganhos do rali.

A pressão sobre a inflação americana ganhou um ingrediente adicional vindo dos preços do petróleo, que voltaram a subir na esteira da escalada das tensões no Oriente Médio e pelo receio de novas interrupções na oferta global.

O contrato do petróleo Brent para dezembro subiu 0,4%, cotado a US$ 106,06 o barril, acumulando uma disparada superior a 70% no ano, enquanto o WTI para novembro avançou 1%, a US$ 95,01.

Motivos também não faltaram na cena local.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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