Bacia do Rio Paraguai segue em alerta com previsão de queda do nível das águas
A bacia do Rio Paraguai permanece sob atenção dos órgãos de monitoramento hidrológico diante da previsão de redução das vazões em novembro.
Embora as chuvas tenham ficado acima da média em parte de 2026, a região ainda acumula os efeitos de anos de estiagem, situação que pode afetar as condições de navegação no Pantanal.
Em Ladário, no município de Corumbá, o SGB (Serviço Geológico do Brasil) registrou nível de 1,27 metro no Rio Paraguai em 14 de outubro.
A marca estava 81 centímetros abaixo da mediana histórica de 2,08 metros para a data, embora ainda dentro da faixa considerada normal para essa época do ano.
As projeções do órgão, feitas naquela data, indicavam recuo para 1,02 metro em 28 de outubro e 91 centímetros em 11 de novembro.
Em Porto Murtinho, o nível observado era de 2,83 metros, com previsão de queda para 2,57 metros em 11 de novembro.
O cenário também é acompanhado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) , que prevê vazões abaixo da média em novembro em grande parte do Centro-Oeste, incluindo a bacia do Rio Paraguai.
Chuvas acima da média e déficit acumulado O quadro chama a atenção porque, entre março e setembro de 2026, o volume de chuva acumulado na bacia do Rio Paraguai ficou 23% acima da média histórica do período, calculada com base nos registros de 1998 a 2025, segundo o SGB.
Apesar das chuvas, o Cemaden aponta que a região ainda apresenta um déficit hídrico expressivo, acumulado ao longo dos últimos sete anos.
O órgão utiliza o TSI (Índice de Seca Bivariado Precipitação-Vazão), que combina dados de chuva e vazão dos rios para avaliar as condições de seca hidrológica.
No boletim referente a setembro, divulgado em outubro, o Cemaden classificou como seca hidrológica extrema as áreas da bacia que contribuem para as estações de Ladário e Porto Murtinho.
A condição foi a mesma registrada em agosto.
O documento ressalta que a situação atual é menos severa que a observada em 2024.
Entre fevereiro daquele ano e julho de 2025, essas áreas permaneceram sob seca excepcional, classificação mais grave utilizada no monitoramento.
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