Virada à mineira sensacional no Terreirão do Galo
Com seis, Bernard, cara a cara com Otávio, permitiu a defesaça do goleiro que, não por acaso, mantém o gigante Cássio no banco. A bola ainda sobrou para Fred que a mandou por cima.
Só dava Galo em seu Terreirão e o Cruzeiro parecia acuado, embora se dê bem nele, a ponto de ter três vitórias e duas derrotas em sete jogos.
Aos 15, porém, Ruan se machucou e o menino Vitão, 18, o substituiu. A troca mudaria o jogo.
Coincidência ou não a partir daí o Cruzeiro, mais talentoso e menos aguerrido que o rival, começou a controlar o clássico e ameaçar a defesa atleticana.
Até que, aos 27, por pura inexperiência, Vitão empurrou Kaio Jorge na área e o pênalti claro foi bem convertido pelo centroavante: 1 a 0.
O jogo ficou ainda melhor do que já estava, repleto de finalizações de ambos os lados, com o Galo recusando a desvantagem e a Raposa incapaz de administrar a vantagem ao aceitar a correria imposta pelo alvinegro.
O futebol mineiro cumpria com o que prometera nos dois jogos e, aos 48, Kaio Jorge salvou na linha fatal nova cabeçada de Cassierra.
O Galo fazia por merecer o empate e, aos 49, depois de grande jogada de Cuello, Bernard mostrou que as pernas outrora alegres estavam murchas, porque deu furada sensacional em vez de empatar na cara do gol.
O primeiro tempo tinha as iniciais KJ: sofreu o pênalti, fez o gol e evitou o empate.
Renier voltou no lugar de Cassierra para jogar o segundo tempo sob chuva.
Nem o ritmo nem o nível dos 50 minutos iniciais caíram no começo dos últimos sabe-se lá quantos teríamos.
Ao Atlético faltava afinar a pontaria e, aos 7, em contra-ataque, KJ acertou a forquilha.
Aos 9, blitz cruzeirense na área para a defesa atleticana se virar, uma, duas, três vezes.
Kenji no jogo no lugar de Wesley, aos 12, na primeira mexida de Artur Jorge.
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