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Brasil

Entre a luz e a sombra da fotografia

Folha Vitória ·
Entre a luz e a sombra da fotografia

Foto: Fernando Augusto.

Retrato do Vaqueiro Messias.

Fotografia analógica, 1986.

A primeira vez que pensei a luz e a sombra em imagem, foi pela fotografia , um retrato ou um autorretrato, como seria melhor dizer, que eu, jovem adolescente, encomendei ao fotógrafo da pequena cidade onde morava.

Naquele tempo existia no interior o foto, lugar onde o fotógrafo, trabalhava: expunha suas imagens, tirava fotos e também revelava e ampliava os negativos.

O estúdio era uma pequena sala com fundo claro e holofotes dos dois lados.

Eu pedi que ele iluminasse meu rosto de um só lado e deixasse o outro escuro.

Ele estranhou, acostumado que estava com fotos de identidade que ilumina todos os lados.

Não só estranhou como argumentou: “a iluminação tá errada, não vai dar certo, não vai mostrar o seu rosto direito”.

Eu insisti, mas com certo temor, ja que ele era o profissional e a fotografia nos anos 70 era um investimento de tempo, de interesse e de dinheiro.

Ele, ao vaticinar que a foto estava errada, mostrava que seu foco que era o rosto, de forma linear, com todos os detalhes e contornos, o meu era a sombra, a profundidade, o difuso, o que, só muito tempo depois eu viria entender como pictórico.

Fizemos a foto.

Saiu como eu esperava, com luz e sombra, embora sem foco.

O fotógrafo disse apenas: viu? Como quem estava certo, não se responsabilizando por aquela imagem.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.

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