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Peste: a doença medieval que nunca desapareceu

UOL Notícias ·
Peste: a doença medieval que nunca desapareceu

Peste: a doença medieval que nunca desapareceu - Responsável por matar 60% da população europeia na Idade Média, peste é rara hoje em dia, mas continua circulando em algumas regiões do mundo e ainda pode ser fatal sem diagnóstico e tratamento rápidos.Os primeiros sintomas que Paul Gaylord percebeu foram semelhantes aos de uma gripe. Dois dias antes, ele havia sido mordido por seu gato, que parecia visivelmente doente. Os médicos lhe receitaram antibióticos contra a doença da arranhadura do gato, uma infecção bacteriana que pode surgir após arranhões ou mordidas de felinos.

Mas os medicamentos não funcionaram. O estado de Gaylord piorou, ele foi internado na UTI e acabou entrando em coma. Não estava com gripe nem com a doença da arranhadura do gato: havia contraído a peste, uma enfermidade que normalmente associamos à Idade Média, e não ao moderno estado americano do Oregon, onde vivia.

Os sintomas inespecíficos e a raridade da doença atualmente representam um problema. A peste não perdeu nada de seu potencial letal. Gaylord sobreviveu por pouco e contou sua história ao jornal britânico The Guardian em 2014.

A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis. Ela pode entrar no organismo humano por diferentes vias e se multiplicar rapidamente. A bactéria danifica tecidos em diversos órgãos, provoca hemorragias e, sem tratamento, pode levar à morte em quase 100% dos casos.

A forma mais comum é a peste bubônica, também chamada de peste negra. Nesse caso, as pulgas atuam como vetores. Ao picarem um roedor infectado por Yersinia pestis, podem transmitir a bactéria para humanos. O microrganismo se multiplica nos gânglios linfáticos, que incham de forma dolorosa.

Se o agente causador entrar diretamente na corrente sanguínea, por exemplo por meio da mordida de um mamífero infectado, pode ocorrer uma peste septicêmica, uma grave infecção do sangue.

Já na peste pneumônica, o patógeno chega aos pulmões por gotículas ou aerossóis emitidos por um animal ou uma pessoa infectada. Essa é a única forma da doença em que a transmissão direta entre seres humanos é considerada provável.

Segundo o Instituto Robert Koch (RKI), órgão responsável pelo controle de doenças na Alemanha, são registrados até 3 mil casos de peste por ano em todo o mundo.

Hoje, as regiões mais afetadas são a República Democrática do Congo, Uganda e, principalmente, Madagascar, onde ocorreu o último grande surto, em 2017. No país africano, entre 250 e 500 pessoas são infectadas anualmente. Casos também continuam surgindo ocasionalmente no oeste dos Estados Unidos.

Na Idade Média, porém, a situação foi muito diferente. Entre 1347 e 1353, a peste matou cerca de 25 milhões de pessoas. A doença deu origem a uma pandemia que durou aproximadamente 500 anos e eliminou cerca de 60% da população europeia.

Ainda assim, a bactéria não começou a infectar seres humanos apenas na Idade Média. Arqueólogos encontraram vestígios de Yersinia pestis em esqueletos com mais de 5.500 anos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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