Essa fruta regional ajuda a baixar o colesterol e regula a pressão arterial
O consumo de algumas frutas, como o jambo, é aliado no controle do colesterol e da hipertensão.
É o que apontam estudos científicos focados na composição bioativa da fruta, em especial de suas variedades vermelha (Syzygium malaccense) e rosa (Syzygium jambos), pois seu extrato e sua polpa da fruta contêm elevada concentração de antocianinas, flavonoides e compostos fenólicos.
Pesquisas de caracterização nutricional demonstram que essas substâncias atuam diretamente na inibição da oxidação do colesterol de baixa densidade (LDL), processo fundamental para prevenir o acúmulo de placas de gordura nas artérias e reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
“A combinação de antocianinas com fibras solúveis, como a pectina, cria um mecanismo duplo no organismo: enquanto as fibras reduzem a absorção do colesterol no trato gastrointestinal, os antioxidantes protegem as artérias contra o estresse oxidativo”, explica a nutricionista funcional Dra.
Camila Rezende.
Além disso, a presença dessas fibras auxilia na regulação dos níveis de colesterol total no sangue, posicionando o jambo como um alimento funcional de alto valor preventivo.
Para além dos impactos no sistema cardiovascular, o jambo oferece uma gama diversa de benefícios que colaboram para o bem-estar geral do organismo.
A riqueza em vitamina C e antioxidantes fortalece a resposta imunológica contra infecções e combate a ação dos radicais livres, retardando o envelhecimento celular precoce.
Suas propriedades anti-inflamatórias naturais demonstram potencial na proteção dos tecidos do corpo e na saúde da pele, enquanto a abundância de água e minerais essenciais, como o potássio e o cálcio, favorece a hidratação corporal, o bom funcionamento renal e a manutenção da pressão arterial.
O baixo teor calórico e o efeito de saciedade proporcionado pelas fibras também fazem do fruto uma excelente alternativa nutricional para dietas equilibradas.
Origem, adaptação e gastronomia Originário da Região Indo-Malaia, no Sudeste Asiático, o jambeiro encontrou no clima quente e úmido do Brasil condições ideais para o seu desenvolvimento.
Introduzida no país ainda no período colonial, a espécie aclimatou-se perfeitamente às regiões Norte e Nordeste, onde é amplamente cultivada em pomares domésticos e pequenos cultivos, além de ser facilmente encontrada em estados do Sudeste durante a época de safra.
Com polpa consistente, suculenta e aroma levemente floral, o jambo é consumido predominantemente in natura, logo após a colheita.
No entanto, a indústria tem olhado para a fruta com interesse.
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