‘Nunca faria isso’, diz reitor da UFRR ao negar ter autorizado ação de Athally e Marcinho Belota
O reitor da UFRR, Geraldo Ticianeli, durante o programa Agenda da Semana, da Folha FM (Foto: Folha FM) O reitor da Universidade Federal de Roraima (UFRR) , Geraldo Ticianeli , negou neste sábado (17) qualquer autorização para a entrada da suplente de deputada federal Athally Albuquerque (Republicanos) e do deputado estadual Marcinho Belota (PL) no Centro Acadêmico de Direito da instituição.
Nessa sexta-feira (16), os políticos adentraram o local, discutiram com estudantes e alegaram que o ingresso se tratava de uma ação contra panfletos negativos sobre o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
Na ocasião, Athally rasgou os papéis feitos pelos estudantes.
Eles chegaram a dizer aos alunos que possuíam autorização do reitor para entrar na UFRR por ser um local público.
“Nunca faria isso”, disse Ticianeli ao ser procurado pela Folha BV .
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Ademais, o reitor complementou que não estava ontem na UFRR, porque estava em deslocamento para cumprir uma agenda institucional na Terra Indígena Waimiri-Atroari, no Sul de Roraima.
“Ontem não estava na UFRR.
Saímos às 14h com destino à comunidade indígena Waimiri-Atroari, onde chegamos por volta das 21h, em uma região sem conexão telefônica.
Estávamos na comunidade para realização da primeira certificação do Ensino fundamental II”, completou.
Oficialmente, a UFRR manifestou “veemente repúdio” ao que classificou como “invasão e depredação” no Centro Acadêmico de Direito e prometeu adotar as medidas administrativas, legais e judiciais cabíveis para apurar o caso e responsabilizar os envolvidos.
“A Universidade é, por sua própria natureza, um espaço de liberdade, de estímulo ao pensamento crítico, de pluralidade, diálogo e respeito às diferenças.
Divergências de pensamentos, posicionamentos políticos ou ideológicos fazem parte da vida acadêmica de uma instituição que respeita a democracia.
O que não pode ser admitido, sob qualquer justificativa, é que essas divergências se transformem em invasão de espaços, intimidação, destruição de bens, ou qualquer forma de violência ou desrespeito”, pontuou.
Na nota enviada por Athally Albuquerque à Folha BV , a empresária diz que foi o deputado estadual Marcinho Belota que entrou em contato com o reitor da UFRR e “nos encaminhou ao setor jurídico”.
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