70% dos brasileiros creem ser possível alfabetizar todas as crianças
Nesta quinta-feira (03) foi lançada a pesquisa nacional “O que a população pensa sobre a educação | 2026”, realizada pelo Instituto Ideia e encomendada pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos pela Educação.
E, dentre os pontos analisados entre os 20 mil entrevistados, estava a alfabetização das crianças brasileiras.
De acordo com os entrevistados, 83% concordam que “melhorar a alfabetização deveria ser uma prioridade dos candidatos nas próximas eleições”.
7 entre 10 deles também concordam que “é possível alfabetizar todas as crianças, independentemente da sua origem socioeconômica ou da sua raça”.
Para os especialistas no tema, esse cenário mostra uma positividade.
Leia Mais Estamos progredindo com relação ao analfabetismo, diz especialista Ideb: ensino básico tem recorde; fundamental 2 e médio não alcançam meta Ensino médio cresce apenas 0,2 no Ideb em um ano e fica longe da meta “Revela uma percepção positiva sobre os avanços e as políticas educacionais em curso.
Também demonstra que existe confiança de que o Brasil pode alcançar esse objetivo e que todas as crianças devem ter seu direito à alfabetização garantido”, considera Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann.
Bruna Waitman, diretora de Relações Institucionais e Políticas Públicas da Parceiros da Educação, aponta como o país está avançando nesse aspecto, mas ainda há muito a se alcançar.
“Para que a gente continue avançando, é fundamental manter essa visão nacional, essa diretriz, como prioridade do país e, portanto, garantir um regime de colaboração entre cada um dos entes, os estados e os municípios”, reforça.
Aprender a ler não significa deixar o analfabetismo Esse caminho que ainda precisa ser percorrido se revela na pesquisa: apesar da esperança de que é possível que todos os pequenos saibam ler e escrever, 44% dos entrevistados discordam que “as crianças no Brasil estão aprendendo a ler e a escrever no ritmo esperado”.
Ou seja, por mais que se acredite que todos podem ser alfabetizados, o ritmo em que isso deve ser feito é lento.
Segundo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a principal referência é que a criança esteja alfabetizada ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.
“Esse desenvolvimento ocorre de forma gradual, e não existe uma velocidade exatamente igual para todas as crianças.
Mas há aprendizagens esperadas para cada etapa, que podem ser acompanhadas por avaliações de leitura, escrita e fluência”, explica Proto.
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