Cardiologia mundial muda critérios para identificar e classificar infarto
Imagem de rawpixel.com/Freepik As principais sociedades de cardiologia do mundo atualizaram os critérios para identificar e classificar o infarto do miocárdio.
A mudança está na 5ª Definição Universal de Infarto do Miocárdio, publicada nesta sexta-feira (28) no European Heart Journal .
O novo documento deixa de utilizar a classificação anterior, que dividia os casos em cinco tipos, e passa a organizar os infartos em três grandes grupos, de acordo com a origem do problema: primário, secundário e relacionado a procedimentos cardíacos.
A definição foi elaborada em conjunto pela Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), American College of Cardiology (ACC), American Heart Association (AHA) e World Heart Federation (WHF), com participação de especialistas de 12 países.
A mudança busca tornar a classificação mais próxima do mecanismo que provocou a lesão no coração e diferenciar situações que podem apresentar sinais semelhantes, mas têm causas e tratamentos diferentes.
Infarto passa a ter três grupos O infarto primário ocorre quando o problema começa na própria artéria coronária, responsável por levar sangue ao músculo cardíaco.
A causa mais comum é a formação de um coágulo após o rompimento ou desgaste de uma placa de gordura presente na parede da artéria.
Também entram nesse grupo situações como dissecção espontânea da coronária, embolia e vasoespasmo, entre outras alterações agudas dos vasos que levam sangue ao coração.
Já o infarto secundário acontece quando outra doença ou condição provoca um desequilíbrio entre a quantidade de oxigênio que chega ao coração e a necessidade do órgão.
Anemia grave, baixa oxigenação do sangue, pressão arterial muito baixa, taquicardias e hipertensão intensa são alguns exemplos de situações que podem provocar esse desequilíbrio.
Nesse caso, porém, apenas a existência de uma doença capaz de causar o problema e a elevação da troponina não são suficientes para confirmar um infarto.
É necessário haver evidências de isquemia, quando o músculo cardíaco sofre por receber menos oxigênio do que precisa.
O terceiro grupo reúne os infartos associados a procedimentos cardíacos, quando uma complicação durante ou após uma intervenção compromete a circulação do coração.
Troponina alta não significa necessariamente infarto A troponina é uma proteína liberada na corrente sanguínea quando há lesão das células do músculo cardíaco.
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