Relação entre Brasil e China na pecuária de corte vai além da carne, aponta especialista
Foto: Reprodução/Giro do Boi.
A relação entre Brasil e China na pecuária de corte vai muito além da compra e venda de carne bovina.
O professor e especialista em produção animal Luiz Gustavo Nussio destaca que os dois países têm experiências que podem ser compartilhadas, e a China ainda tem muito a aprender com o modelo brasileiro de produção.
“Nós temos o que aprender com eles.
E eles têm o que aprender com a gente”, afirmou Nussio durante entrevista ao Giro do Boi , após uma temporada de quase dois meses na China, onde realizou palestras, visitas e atividades acadêmicas.
Confira: Desafios da pecuária chinesa Segundo Nussio, a pecuária de corte chinesa ainda apresenta baixa eficiência em parte de sua cadeia produtiva, especialmente nas atividades de cria e recria.
O país mantém uma produção marcada por propriedades menores e características de pecuária familiar, enquanto outros segmentos da produção de proteína animal avançaram de forma mais intensa.
O cenário contrasta com os avanços obtidos pelo Brasil.
Na avaliação do especialista, o país conseguiu construir uma pecuária competitiva principalmente porque aprendeu a manejar as condições tropicais de produção.
“Existem organismos internacionais que reconhecem que o Brasil teve muito sucesso porque aprendeu manejar a pecuária de corte, especialmente aprendendo a falar a linguagem necessária do pasto”, destacou.
Custo de produção e oportunidades Para Nussio, esse domínio das pastagens tropicais é um dos principais pilares que explicam a competitividade brasileira.
O país também avançou em reprodução, suplementação, melhoramento genético e comercialização, formando uma cadeia capaz de atender um grande número de mercados internacionais.
“Nós conseguimos produzir carne de uma qualidade muito boa e com custo de produção incomparável”, afirmou.
Um dos pontos que ajudam a explicar a diferença entre os sistemas é o custo de produção.
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