Sakamoto: Com lama até o pescoço, Moraes dobra aposta e vai para cima
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Alexandre de Moraes ficou "com lama até o pescoço" após as revelações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, mas decidiu "dobrar a aposta" e reagir, avaliou o colunista Leonardo Sakamoto no UOL News , do Canal UOL.
Nos últimos dias, vieram a público mensagens atribuídas a Vorcaro enviadas ao ministro e informações sobre contratos e outros vínculos, o que abriu uma crise no Supremo. Sakamoto disse que a Corte tenta escolher o melhor momento para se posicionar.
Ficou difícil para o Alexandre de Moraes, mas ele, no meio disso, dobrou a posta e foi para cima também. Neste exato momento, há críticas muito grandes a ele, com candidatos da direita à Presidência da República pedindo para ele sair e renunciar no Supremo.
Houve até uma parte um tanto quanto constrangedora. O candidato Flávio Bolsonaro pediu pra ele sair devido às relações que ele tinha com o Daniel Vorcaro, mas sem comentar que ele mesmo também tinha pedido mais de R$ 130 milhões para o Vorcaro. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Para Sakamoto, o STF discutia internamente como reagir ao caso e avaliava levar o tema ao plenário. Ele citou que Edson Fachin afirmou considerar "grave" o conteúdo dos vazamentos e disse que iria se pronunciar.
Eles estão, na verdade, discutindo internamente qual deverá ser o melhor momento para falar. O ministro Edson Fachin disse que está analisando que o caso, as informações presentes dos vazamentos e os vazamentos em si são graves e que ele vai se pronunciar. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Na leitura do colunista, a crise virou uma disputa com "torcida organizada" e respinga na imagem do Supremo. Ele disse que as informações atingem diferentes grupos e que a "batata quente" não está só com um lado.
Quando se fala desse assunto, vê-se torcida organizada de um lado e do outro. O pessoal fica tentando jogar batata quente um para o outro, mas ela está na mão de muita gente. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Sakamoto também avaliou que o presidente do STF tenta "acalmar" a opinião pública e costurar uma saída entre grupos internos. Para ele, a crise reforça um ponto básico: autoridade não dá "proteção" para cometer crime ou agir fora das regras.
Ele está tentando dar o 'sambarilove' dele pra tentar acalmar uma parte da opinião pública porque é claro que isso pega e respinga na imagem do Supremo. Ter uma toga ou cargo político não tem que garantir proteção nenhuma, além das constitucionais. Ninguém está acima da lei. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
O colunista disse ainda que a discussão precisa olhar a legalidade da produção de provas, para evitar anulações no futuro. Ele citou a Lava Jato como exemplo de investigação que, na visão dele, terminou questionada pela forma como provas foram obtidas.
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