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Brasil

Após 4 dias sem água, indígenas protestam em frente à sede da Vale, em Nova Lima

G1 Minas Gerais ·

Indígenas da Aldeia Katurama, de São Joaquim de Bicas, na Grande BH, protestam nesta quinta-feira (13) em frente à sede administrativa da Vale, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima.

A comunidade afirma estar há quatro dias sem abastecimento de água e cobra da mineradora a realocação do território onde vive atualmente.

Segundo a cacica Célia Ãgohó, a aldeia é formada pelas etnias Pataxó e Pataxó Hã hã hãe.

Além da falta de água, os indígenas relatam aumento de doenças entre as crianças e morte de animais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A comunidade vivia às margens do Rio Paraopeba, contaminado após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019.

Em 2021, os indígenas foram para uma área conhecida como Mata do Japonês, cedida pela Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira.

Desde a mudança, segundo os indígenas, a comunidade enfrenta problemas relacionados ao abastecimento de água.

Eles defendem a transferência para um território que ofereça condições adequadas de vida.

A comunidade se considera “filha da água” e afirma que o acesso ao recurso é uma das principais reivindicações.

Protesto Ainda de acordo com a cacica, os indígenas continuam em frente à sede da Vale e pretendem permanecer no local até receber uma resposta da mineradora sobre as reivindicações.

Em nota, a Vale afirmou que “vem cumprindo integralmente os acordos já celebrados com as comunidades indígenas”.

A empresa disse também que segue aberta ao diálogo, respeitando os direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais.

A mineradora acrescentou que respeita o direito a manifestações pacíficas, desde que seja garantido o direito de ir e vir das pessoas e de as empresas desempenharem suas atividades.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.

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