Asilo com 53 idosos é interditado no Paraná após denúncia de graves irregularidades
Uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) de Ibaiti, no Norte Pioneiro do Paraná, foi interditada cautelarmente por determinação da Justiça.
O local abriga atualmente 53 residentes, embora a capacidade registrada nos documentos administrativos seja de 27 pessoas.
A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR) e determina a suspensão imediata de novas admissões e o início da desativação da unidade.
O município deverá avaliar presencialmente todos os residentes, por meio das áreas de saúde e assistência social, e garantir a continuidade dos cuidados durante o processo de transferência.
Também terá dez dias para apresentar um censo individualizado dos acolhidos e um plano para a desinstitucionalização e o encaminhamento de cada pessoa.
Homem é denunciado por estupro de criança de 7 anos após suposto ritual de “benzedura” no Paraná A instituição é acompanhada pelo Ministério Público e por órgãos de fiscalização desde 2022, devido a problemas sanitários, estruturais, administrativos e assistenciais.
Segundo a ação, mesmo depois de uma interdição administrativa, o estabelecimento continuou funcionando e recebendo novos moradores.
Entre os acolhidos estão dez pessoas com deficiência com menos de 60 anos, que dividiam o espaço com idosos sem que fossem feitas as adequações necessárias.
A documentação levada à Justiça aponta falta de licença sanitária, ausência de projeto arquitetônico aprovado, problemas de acessibilidade, quantidade insuficiente de cuidadores e falta de profissionais devidamente qualificados.
Também foram relatados possíveis casos de administração de medicamentos sem prescrição ou acompanhamento profissional, agressões físicas e psicológicas, alimentação inadequada e retenção de cartões bancários e benefícios dos residentes.
Inspeção encontrou dormitórios superlotados e riscos Um relatório de inspeção realizada pelo Ministério Público em junho deste ano registrou uma série de problemas no imóvel.
Entre eles estavam dormitórios superlotados, forte cheiro de urina, escadas íngremes sem proteção adequada, terraço considerado inseguro, acúmulo de lixo e materiais sem utilidade e armazenamento inadequado de alimentos.
A fiscalização também encontrou pessoas com mobilidade reduzida no pavimento superior, embora o prédio não tenha elevador nem rota acessível para saída.
A ação reúne ainda relatório técnico do Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/Nate) do MPPR, recomendações do Conselho Municipal de Assistência Social e outros documentos produzidos durante o acompanhamento da instituição.
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