Por que perícia não deve anistiar Corinthians de pagar dívida da Arena
O Corinthians já pagou mais de R$ 1,2 bilhão desde o início do financiamento dos R$ 400 milhões do BNDES. Isto não o anistia de pagar o que resta da dívida, por várias razões. Uma delas, a admissão de uma dívida de R$ 611 milhões e a assinatura de um refinanciamento com base em CDI mais 2%. Isto aconteceu em 2022, durante a gestão Duílio Monteiro Alves.
O que o perito Anísio Castello Branco parece propor é a conta a partir dos R$ 400 milhões financiados pelo BNDES com a taxa de TJLP + 3.4%, como previa o contrato inicial. Mesmo naquela época, a conta era de que o Corinthians pagaria mais de R$ 1,64 bilhão.
Em julho de 2016, a Folha de S. Paulo mostrou em reportagem de Camila Mattoso que a previsão era de R$ 1,64 bilhão se tudo fosse feito de acordo com o planejamento. Acontece que o Corinthians parou de amortizar a dívida e voltou à Caixa para um acordo em 2022. Nesse acordo, assinou o montante de R$ 611 milhões e um contrato para financiamento com CDI + 2%.
Nesse cenário, apesar de já ter pago mais de R$ 1,2 bilhão, a conta é de que ainda faltam R$ 670 milhões a serem pagos.
A Caixa Econômica Federal não errou as contas, tudo indica. Assinou um refinanciamento com regras diferentes a partir do valor de R$ 611 milhões, há quatro anos.
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