Buracos negros que pareciam grandes demais para o Universo jovem podem ter enganado cientistas
O Telescópio Espacial James Webb (JWST) vem revolucionando o estudo do Universo primordial desde o início de suas observações.
Mas, ao mesmo tempo em que encontrou uma série de descobertas importantes, o observatório também trouxe um problema para os astrônomos: buracos negros supermassivos que pareciam grandes demais para existir tão cedo na história do cosmos .
O JWST vem identificando repetidamente buracos negros supermassivos no Universo primordial com centenas de milhões de vezes a massa do Sol .
O problema é que esses objetos parecem grandes demais para terem crescido até tamanhos tão extremos quando o Universo ainda não havia completado um bilhão de anos.
Além disso, os buracos negros pareciam ter massas desproporcionalmente grandes em relação às pequenas galáxias que os abrigavam.
Isso desafia a compreensão sobre a relação entre buracos negros supermassivos e suas galáxias hospedeiras, observada no Universo atual.
Agora, uma nova pesquisa sugere que o problema pode não ser tão grande quanto parecia.
Segundo a equipe responsável pelo estudo, a explicação pode estar na forma como essas massas foram estimadas.
“Estimamos massas de aproximadamente um milhão a dez milhões de massas solares, em comparação com as dezenas ou centenas de milhões inferidas anteriormente”, afirmou Alessandro Trinca, líder do estudo e pesquisador do Observatório Astronômico de Roma, ligado ao Instituto Nacional de Astrofísica da Itália (INAF, na sigla em inglês), ao Space.com .
Ainda se trata de objetos enormes.
As massas estimadas são comparáveis à do buraco negro no centro da Via Láctea, que possui cerca de quatro milhões de massas solares, ou algumas vezes maiores.
“Esses ainda são objetos enormes, comparáveis ao buraco negro de quatro milhões de massas solares no centro da Via Láctea, ou algumas vezes maiores, mas estão na extremidade inferior da população de buracos negros supermassivos, em vez de entre os exemplos mais extremos”, explicou Trinca.
Mais importante, segundo o pesquisador, é que essas novas estimativas são muito mais compatíveis com as características das pequenas galáxias que hospedam os buracos negros.
A pista pode estar nos raios X que não foram detectados Ao investigar o mistério dos chamados buracos negros “supermassivos demais” do Universo primordial, Trinca e seus colegas perceberam outro aspecto intrigante; Para atingir massas tão grandes, esses buracos negros precisariam consumir enormes quantidades de gás e poeira ao redor deles.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.