‘Eu abracei meu noivo e disse que iríamos morrer’, relata sobrevivente de acidente com ônibus em Petrópolis
Vítimas sendo socorridas pelo Corpo de Bombeiros após o tombamento do ônibus da empresa Estrela Guia Reprodução “Eu abracei meu noivo e disse que iríamos morrer.” O relato é de uma administradora mineira, de 25 anos, uma das sobreviventes do acidente com um ônibus de turismo da empresa Estrela Guia que tombou na madrugada deste domingo (16) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, deixando 10 mortos e dezenas feridos.
A mineira, que sofreu lesões nas pernas, coxas, braços e nas costas, contou que o coletivo saiu da Praça da Cemig, em Contagem, na Região Metropolitana de Minas Gerais, passou em outros 2 endereços, antes do grupo seguir para um passeio de bate e volta em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Segundo ela, o motorista trafegava em alta velocidade desde o início da viagem e passageiros chegaram a reclamar da condução.
“O ônibus saiu da Praça da Cemig, pegou passageiros na Avenida Afonso Pena e por fim no Shopping Estação, em Venda Nova.
Desde o início vimos alguns problemas: como muitos dos cintos não funcionavam.
O motorista saiu correndo muito e, quando pegou a estrada, continuou em alta velocidade.
Em Juiz de Fora, o pessoal pediu para ele não correr tanto.
Ele respondeu que queria chegar em Copacabana às 4h30”, afirmou.
Segundo a mulher, o desespero tomou conta dos passageiros já na descida da serra.
“Quando chegamos em Petrópolis, as pessoas começaram a gritar.
Eu estava dormindo, abracei meu noivo e disse que iríamos morrer.
O ônibus começou a balançar muito.
Na descida, ele capotou, bateu em uma árvore e ela entrou dentro do ônibus”, contou.
Ela sofreu ferimentos na cabeça, no ombro e nas pernas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.