quinta-feira, 3 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Política

‘Tarefa inacabada’: movimentos do campo discutem unidade diante do avanço do agronegócio

Brasil de Fato ·
‘Tarefa inacabada’: movimentos do campo discutem unidade diante do avanço do agronegócio

O avanço do agronegócio , as mudanças tecnológicas, a disputa por território e a necessidade de ampliar a organização política dos trabalhadores do campo estiveram no centro do debate entre movimentos sociais nesta sexta-feira (14), em Brasília. A discussão ocorreu durante o “2º Seminário – Processos e Perspectivas do Campesinato no Brasil no Século 21″, organizado pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) .

Com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) , da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) , da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) , do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do MPA, a mesa “Perspectivas para o campo brasileiro a partir das diferentes estratégias de organização e lutas sociais no campo” debateu os desafios e as formas de atuação dos movimentos.

A atividade também buscou identificar convergências e possibilidades de articulação em torno da soberania alimentar , do acesso à terra, da agroecologia e da defesa dos territórios. Ao longo do debate, os participantes discutiram ainda as transformações nas disputas no campo, incluindo a concentração de terras, o avanço do agronegócio, a influência do capital financeiro, o impacto das redes sociais e da inteligência artificial, a permanência da juventude no campo, as políticas públicas e os efeitos das mudanças climáticas.

Representante da direção nacional do MST, Ceres Hadich afirmou que as mudanças na dinâmica econômica do campo levaram o movimento a aumentar a compreensão sobre a reforma agrária. Segundo ela, a Reforma Agrária Popular passou a incorporar a produção de alimentos, a agroecologia, a cooperação e a participação da sociedade como elementos da estratégia do movimento.

Para ela, a soberania alimentar precisa ser tratada como uma questão política, e não apenas como uma discussão sobre produção agrícola. “Ressignificar a luta pela soberania alimentar como uma luta central e urgente é fundamental. O sistema do alimento é político, então precisamos politizar esse debate. Comer e se alimentar são atos políticos, porque a estrutura agrária do país produz desigualdades, pobreza, racismo e violência”, argumentou.

A dirigente do MST relacionou a discussão sobre alimentação à estrutura fundiária e à autonomia dos povos do campo. Para ela, o acesso à terra e aos bens da natureza está diretamente ligado à capacidade de produzir alimentos e construir soberania.

Ela também defendeu que essa disputa alcance setores da sociedade que não participam diretamente de movimentos populares. Para ela, a defesa da reforma agrária e da produção de alimentos precisa ser incorporada como uma questão de interesse coletivo.

“A gente precisa associar o nosso conceito prático e teórico-prático da Reforma Agrária Popular ao cuidado com as pessoas, com a natureza e com a produção de alimentos. E isso precisa ser assimilado pela sociedade, porque quem tem que nos ajudar a defender essa luta é o conjunto da classe e da sociedade”, defendeu.

A transformação tecnológica apareceu como uma das preocupações apresentadas por Marcos Vinícius Dias Nunes, vice-presidente e secretário de Relações Internacionais da Contag.

Ler a notícia completa no Brasil de Fato ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.

Mais de Brasil de Fato

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›