Lula na Globo: o que disse o candidato na 2ª entrevista à emissora
Veja a intenção de voto no 2º turno no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil
Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (15/10), em entrevista à TV Globo, ser favorável à redução da maioridade penal para crimes hediondos e defendeu uma reforma no Supremo Tribunal Federal (STF).
O candidato enfrentará Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no dia 25 de outubro. Lula está três pontos atrás de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil. O candidato do PL aparece com 48% e Lula, 45%.
Lula foi o primeiro entrevistado da sabatina na TV Globo, de acordo com sorteio da emissora que definiu a ordem das participações.
A entrevista foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete. Flávio Bolsonaro será sabatinado nessa sexta-feira (16/10).
O candidato do PL liderou os votos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de 1,87 ponto percentual, ou cerca de 2,2 milhões de votos.
Na entrevista à Globo, Lula respondeu sobre assuntos como a relação com Donald Trump, o caso Master e o endividamento das famílias. Confira os principais momentos:
Lula afirmou ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos para crimes hediondos (aqueles considerados mais graves e definidos em lei) — foi a primeira declaração do petista na campanha apoiando a medida.
"Enquanto cidadão brasileiro, todo e qualquer crime hediondo eu sou favorável a diminuir a penalidade", disse, confirmando logo depois estar se referindo à maioridade penal.
Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre a segurança pública de autoria da Presidência foi retirada da pauta de votação do Senado nessa quinta-feira (15/10).
Durante a tramitação da PEC, Rogério Marinho (PL-RN), senador e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, apresentou uma emenda reduzindo a maioridade penal como regra geral para 16 anos, e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
Então, o petista Camilo Santana (PT-CE) propôs uma emenda mantendo 18 anos como regra geral de maioridade penal, mas baixando para 16 anos em casos de crimes hediondos. A medida causou oposição entre parte dos próprios aliados do governo Lula.
Veja a intenção de voto no 2º turno no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil
Questionado sobre ser um dos poucos países da América Latina considerados não alinhados ao atual governo dos EUA em uma eventual próxima gestão, o petista voltou a afirmar que mantém uma boa relação com o presidente americano, Donald Trump.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bbc.com — o conteúdo pertence a BBC News Brasil.