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Dólar fecha abaixo de R$ 5 e cai 4,44% na semana; até onde vai a queda?

Por Redação 5News · · com informações de Suno Notícias
Dólar fecha abaixo de R$ 5 e cai 4,44% na semana; até onde vai a queda?

Dólar Fecha Abaixo de R$ 5 e Acumula Queda Semanal Expressiva Após Eleições

A moeda americana voltou a negociar em patamares inferiores ao piso de cinco reais nesta sexta-feira, encerrando a sessão cotada em R$ 4,9851, com retração de 0,78% no dia. Durante o pregão, o dólar alcançou sua mínima em R$ 4,9766 no período da tarde. Na primeira semana subsequente ao primeiro turno da eleição presidencial, a divisa acumulou uma redução de 4,44%, refletindo a volatilidade característica dos períodos que antecedem decisões políticas e econômicas importantes. Nesse mesmo intervalo, o real emergiu como a moeda de melhor desempenho entre os pares de maior liquidez no mercado internacional, ultrapassando apenas o peso colombiano em termos de força relativa. Desde o início de 2026, a cotação do dólar em relação ao real apresenta retração acumulada de 9,18%, sinalizando pressão consistente sobre a divisa americana no mercado doméstico.

Os Gatilhos por Trás da Volatilidade Cambial

O movimento de queda observado na semana transcorreu em um cenário de apetite elevado por risco nos mercados globais, combinado com a repercussão imediata de pesquisas eleitorais divulgadas por institutos de renome. Os levantamentos do Datafolha e da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg indicaram a liderança de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno das eleições. Conforme análises de profissionais do mercado financeiro, os investidores associam uma possível mudança na composição do governo com perspectivas de transformação nas diretrizes da política econômica, particularmente no que diz respeito à estrutura fiscal, englobando aspectos como receitas públicas, níveis de despesa orçamentária e endividamento estatal.

Realização de Lucros e Retomada da Queda

Ricardo Chiumento, responsável pela área de Tesouraria da instituição financeira BS2, atribui o retorno da tendência de queda do dólar aos sinais trazidos pelas pesquisas de intenção de voto, após um período em que operadores desfizeram posições para capitalizar ganhos acumulados em movimentos anteriores. Conforme suas observações, depois de alguns dias dedicados à concretização de lucros pelos investidores, a cotação da divisa retornou a patamares inferiores a cinco reais, impulsionada pelas leituras das pesquisas eleitorais. O executivo ressalta que existe uma expectativa entre os agentes de mercado de uma transformação profunda e abrangente nas orientações da política fiscal e econômica.

Contudo, Chiumento ressalva que uma intensificação significativa da queda cambial estaria condicionada à apresentação concreta das propostas econômicas pelo candidato que avança ao segundo turno. Ele menciona que uma possível trajetória até R$ 4,70 dependeria fundamentalmente da divulgação do plano econômico que ainda não havia sido revelado no momento da entrevista. O executivo também chama atenção para o fato de que Flávio Bolsonaro chegava ao segundo turno sem a formação já consolidada de sua equipe técnica de assessores.

Os Limites Impostos Pela Dinâmica dos Juros Internacionais

Marco Mecchi, que exerce a função de diretor de investimentos na Azimut Brasil, dirige a atenção para fenômenos importantes que ocorrem na estrutura de taxas de juros em ambas as economias. Os juros reais, indicador que desconta os efeitos da inflação sobre a remuneração dos investimentos, apresentam dinâmicas divergentes entre Brasil e Estados Unidos. No cenário atual, enquanto as taxas reais de juros aumentam no mercado americano, verificava-se redução nas taxas reais brasileiras. Esse movimento de compressão da diferença entre os juros reais dos dois mercados reduz a atratividade das estratégias conhecidas como operações de carry trade, que se baseiam em explorar as discrepâncias de remuneração entre mercados diferentes.

Na avaliação de Mecchi, embora o real pudesse experimentar uma apreciação adicional no curto prazo, com o dólar potencialmente atingindo cotações próximas a R$ 4,90, o movimento mais substancial de valorização da moeda brasileira já teria se concretizado. Essa perspectiva sugere que o potencial para quedas ainda maiores seria limitado pelas forças estruturais que atuam sobre os mercados de câmbio.

Previsões Divergentes Entre Especialistas

Mark McCormick, estrategista-chefe de operações cambiais da instituição BMO Capital Markets, apresenta interpretação diferente sobre a trajetória da cotação. Na visão do especialista, a valorização experimentada pelo real logo após o primeiro turno caracterizou-se como demasiadamente rápida e intensa para ser sustentável. Com base em suas projeções, McCormick estima que a cotação do dólar retornaria a R$ 5,10 antes da conclusão do ano calendar. Sua cautela quanto à possibilidade de novas quedas acentuadas da divisa americana baseia-se na perspectiva de elevação adicional das taxas de juros no mercado americano, fator que limitaria o desempenho positivo da moeda brasileira.

Ao fundamentar sua postura conservadora em relação ao potencial para apreciação adicional do real, McCormick ressalta um ponto crucial: o resultado das eleições, por si só, não configura um plano fiscal estruturado, sugerindo que as expectativas criadas pelas pesquisas eleitorais carecem de concretização através de propostas econômicas efectivas para que produzam efeitos permanentes sobre o comportamento das cotações cambiais.

Contexto: A Relação Entre Política, Economia e Câmbio no Brasil

A dinâmica cambial observada reflete a interconexão intrínseca entre ciclos políticos e mercados financeiros em economias emergentes como o Brasil. Períodos eleitorais são historicamente marcados por maior volatilidade cambial, à medida que investidores reavaliarem riscos associados a possíveis mudanças nas diretrizes de política econômica. No caso específico do Brasil, o tema da sustentabilidade fiscal constitui uma preocupação permanente dos agentes de mercado, dada a magnitude do endividamento público e a importância que decisões sobre receitas e despesas exercem sobre a estabilidade macroeconômica.

O termo "carry trade" mencionado refere-se a estratégias de investimento internacionais que capitalizam diferenciais de juros entre mercados. Quando as taxas reais brasileiras são substancialmente superiores às americanas, operadores internacionais são incentivados a aplicar recursos no Brasil, direcionando demanda por reais e apreciando a moeda. Redução desse diferencial, como vem ocorrendo, diminui tal incentivo.

As pesquisas eleitorais divulgadas indicavam mudança significativa na disputa pela presidência no segundo turno, influenciando percepções sobre políticas que seriam implementadas. Flávio Bolsonaro representa linha de continuidade política em relação ao governo anterior, enquanto Lula representa perspectiva distinta. Investidores precificam esses cenários através dos mercados, ajustando posições cambiais em antecipação a possíveis transições.

O Que Acompanhar

O desdobramento mais imediato a ser observado refere-se à apresentação formal do plano econômico pela chapa que avança ao segundo turno, especificamente as propostas relacionadas à política fiscal. As medidas anunciadas sobre gastos públicos, receitas e endividamento poderão reforçar ou reverter as expectativas criadas pelas pesquisas, influenciando significativamente a trajetória da cotação cambial. Outra variável crítica compreende as sinalizações do Banco Central norte-americano sobre trajetória das taxas de juros americanas, considerando que elevações podem reduzir a atratividade de aplicações em moedas emergentes. O próprio resultado do segundo turno eleitoral constitui, obviamente, ponto de inflexão esperado para o câmbio. Finalmente, movimentos de realização de lucros ou ampliação de posições especulativas entre operadores podem introduzir volatilidade adicional, alterando rapidamente os patamares de cotação observados no curto prazo.

Principais pontos:

• Dólar encerrou sexta-feira a R$ 4,9851, com queda de 0,78% no dia e redução de 4,44% na semana após primeiro turno eleitoral.

• Pesquisas eleitorais mostraram Flávio Bolsonaro à frente de Lula, levando investidores a precificar expectativas de mudança na política fiscal e econômica.

• Compressão do diferencial de juros reais entre Brasil e EUA limita potencial de novas quedas do dólar, segundo analistas do mercado.

• Especialistas divergem sobre trajetória futura, com projeções variando entre R$ 4,70 e R$ 5,10, dependendo de anúncio de plano econômico e evolução de taxas americanas.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de Suno Notícias — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.suno.com.br — o conteúdo pertence a Suno Notícias.

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