Perda de altura pode indicar fratura na coluna por osteoporose
Medir a estatura e registrar uma diminuição de 2 a 4 centímetros pode indicar a ocorrência de uma fratura na coluna vertebral.
A alteração na altura costuma ser associada ao envelhecimento ou a desvios de postura, mas pode sinalizar compressão óssea decorrente da osteoporose."É muito comum o paciente achar que está só 'ficando curvado com a idade' e não ligar isso a nada preocupante.
Mas quando essa mudança de postura ou de altura é mais evidente, vem acompanhada de dor nas costas ou acontece em um intervalo de tempo curto, ela merece ser investigada: pode ser a coluna contando uma história de fratura que não foi diagnosticada", explica dra.
Ana Luísa, reumatologista e coordenadora de reumatologia na Clínica Amo.O diagnóstico de fraturas vertebraisEstudo publicado na revista científica Bone e indexado no PubMed aponta a perda de altura como indicador para o rastreio de fraturas na coluna.
A publicação indica que a medida pode apresentar sensibilidade superior à análise isolada da densitometria óssea.Dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) indicam que duas em cada três fraturas vertebrais não recebem diagnóstico médico.
O MedlinePlus, portal do governo dos Estados Unidos, orienta a avaliação da postura, do equilíbrio e da altura como parâmetros para a investigação da doença.Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgadas pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, apontam que 10 milhões de brasileiros têm osteoporose.Fatores de risco e sinais de alertaA fratura na coluna por fragilidade óssea pode manifestar sintomas semelhantes aos da lombalgia comum.
A investigação clínica é recomendada diante dos seguintes cenários:Diminuição da altura em curto intervalo de tempo;Mudança na curvatura da coluna vertebral;Dor persistente nas costas sem causa identificada;Ocorrência de fraturas após impactos leves.Os fatores associados à perda de densidade óssea incluem:Menopausa;Histórico familiar de fraturas;Idade avançada;Baixa ingestão de cálcio e vitamina D;Sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool;Uso contínuo de corticosteroides para tratamento de doenças inflamatórias crônicas."Como reumatologista, vejo isso por dois lados: tenho pacientes que chegam com dor crônica na coluna e, quando investigamos, descobrimos uma fratura vertebral antiga que nunca tinha sido diagnosticada.
E tenho pacientes em tratamento para doenças como artrite reumatoide ou lúpus, que usam corticoide por período prolongado e, por isso, têm o osso mais vulnerável: para esse grupo, o acompanhamento da saúde óssea precisa ser parte da rotina, não um exame isolado", afirma.Exames de prevençãoA densitometria óssea, segundo Ana Luísa, é o exame indicado para a medição da massa óssea.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.