Artista maranhense Marlene Barros apresenta exposição inédita no CCBB São Paulo
Artista maranhense Marlene Barros apresenta exposição inédita no CCBB São Paulo Divulgação/Assessoria A artista visual maranhense Marlene Barros está com a exposição “Marlene Barros: Tecitura do Feminino” aberta ao público no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, até 25 de janeiro de 2027.
Primeira mostra individual da artista na instituição, a exposição reúne 15 obras produzidas em diferentes momentos de sua trajetória, entre esculturas, bordados, crochês, instalações e objetos.
Com curadoria de Betânia Pinheiro, a mostra apresenta um percurso pela produção de uma das artistas maranhenses que têm o universo feminino como principal eixo de investigação.
As obras revelam como materiais e técnicas historicamente associados ao ambiente doméstico podem ser ressignificados como instrumentos de criação estética, crítica e política. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça Com mais de quatro décadas de atuação, Marlene Barros construiu uma pesquisa artística marcada pela relação entre corpo, memória e os saberes compartilhados entre mulheres.
Em sua produção, linha, tecido, bordado e crochê deixam de ocupar apenas o lugar do fazer utilitário para se afirmarem como elementos de construção de narrativas, preservação de histórias e reflexão sobre questões sociais.
Inspirada em uma pesquisa iniciada durante seu mestrado em Arte Contemporânea na Universidade de Aveiro, em Portugal, a artista parte da ideia da costura como um gesto de reparação simbólica.
O projeto teve origem a partir da proposta de intervir em uma casa em ruínas localizada no campus da universidade, experiência que levou Marlene a aproximar conceitos como arquitetura, memória e corpo.
Agora no g1 Na exposição, costurar aparece como uma ação de reconstrução.
O entrelaçamento das linhas estabelece relações com vínculos familiares, afetos, heranças culturais e marcas deixadas pelo tempo.
Ao mesmo tempo, a mostra evidencia como práticas tradicionalmente realizadas por mulheres foram, ao longo da história, desvalorizadas e afastadas do reconhecimento institucional no campo das artes.
"Essa exposição nasceu de uma pesquisa muito íntima sobre a condição da mulher, os saberes transmitidos entre gerações, o trabalho invisibilizado, os afetos, as cicatrizes e as resistências que atravessam nossas vidas.
Ver esse trabalho ganhar novos sentidos a partir do olhar de cada visitante foi um dos maiores presentes que eu poderia receber.
Esse é, para mim, o verdadeiro sentido da arte." comenta Marlene Barros.
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