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Trump tratará como 'inimigo' quem não disser 'superinteligência' em vez de IA

Por Redação 5News · · com informações de G1
Trump tratará como 'inimigo' quem não disser 'superinteligência' em vez de IA

Trump Ameaça Tratar como "Inimigo" Quem Não Adoptar Termo "Superinteligência" em Lugar de IA

O chefe do Executivo americano, Donald Trump, declarou por meio de sua plataforma de rede social que considera inimiga da administração federal qualquer pessoa que continue utilizando a expressão tradicional "inteligência artificial" em vez da terminologia que ele propõe: "superinteligência". A declaração foi feita na última quinta-feira, dia 8 de outubro de 2026, através de mensagem divulgada na Truth Social, levantando questões sobre a dimensão real dessa postura e como seria implementada na prática.

A mensagem específica publicada pelo presidente americano foi categórica ao afirmar que a Casa Branca passaria a considerar como adversário quem não adotasse a mudança terminológica proposta. Segundo Trump, o novo termo seria "bem aceito" pelos atores envolvidos nesse campo tecnológico e "muito mais preciso" que aquele convencionalmente utilizado há décadas na comunidade científica e empresarial. O presidente, contudo, não ofereceu clareza acerca de quais mecanismos concretos seriam acionados para fazer cumprir tal posicionamento.

A Origem da Campanha Terminológica

O movimento de Trump em torno dessa transformação semântica não é recente. Meses antes, em setembro deste ano, durante sua fala na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente já havia expressado publicamente a preferência pelo vocábulo "superinteligência", argumentando que este "soava muito melhor" em relação à nomenclatura existente. A manifestação na ONU foi apenas um primeiro sinal daquilo que se consolidaria posteriormente como uma orientação formal da administração.

Após sua declaração na tribuna internacional, Trump avançou no propósito ao assinar um decreto presidencial direcionado especificamente aos órgãos da administração pública federal. Esse instrumento legal obrigaria entidades governamentais a adotarem exclusivamente o termo "superinteligência" em documentos, comunicações e políticas relacionadas ao campo tecnológico em questão. A medida, portanto, teve efeitos sobre a máquina estatal, mas sua abrangência não se estendeu automaticamente ao setor privado da economia americana.

Adoção no Setor Privado

Apesar de a obrigatoriedade estar restrita aos órgãos federais, algumas das maiores empresas de tecnologia do país já demonstraram alinhamento com a proposta presidencial, ainda que pelos seus próprios motivos. A Meta Platforms, conglomerado controlado pelo bilionário Mark Zuckerberg, começou a empregar o termo "superinteligência" em suas comunicações internas, sugerindo uma adesão voluntária à mudança. De forma similar, Elon Musk, empresário à frente da Tesla e próximo aliado político de Trump, tem utilizado a expressão em suas postagens na plataforma X, reforçando a adoção da nomenclatura entre lideranças empresariais influentes.

Essa adesão voluntária por parte de grandes corporações tecnológicas pode refletir tanto uma sintonia ideológica com o presidente quanto uma estratégia de alinhamento político e institucional, considerando a influência da administração Trump nas políticas regulatórias que afetam esse segmento industrial. A simultaneidade das ações sugere uma coordenação de narrativa, ainda que não haja evidências públicas de uma campanha organizada entre as empresas e o governo.

O Contexto Político e Social

Para compreender plenamente o significado dessa imposição terminológica, é necessário considerar o contexto político e social mais amplo em que ela ocorre. A tecnologia de inteligência artificial tem gerado crescente preocupação entre segmentos diversos da população americana. Pesquisas de opinião frequentemente revelam ansiedade dos cidadãos quanto aos impactos econômicos, sociais e éticos da implementação acelerada dessas sistemas tecnológicos.

Paralelamente, diversas comunidades locais em diferentes regiões dos Estados Unidos têm se mobilizado contra a construção de novos centros de processamento de dados, temendo consequências ambientais, consumo excessivo de água e energia, além de impactos não quantificáveis nas dinâmicas sociais locais. Esses movimentos demonstram uma resistência popular ao ritmo de expansão dessa infraestrutura tecnológica.

Nesse contexto, o esforço de Trump em reposicionar a narrativa ao redor dessa tecnologia pela via da mudança semântica adquire significância estratégica. Ao renomear "inteligência artificial" para "superinteligência", o presidente busca alterar a conotação simbólica associada a essa inovação tecnológica. O novo termo carrega em seu bojo a ideia de uma superioridade qualitativa, de um avanço incontestável, enquanto a expressão anterior pode soar mais neutra ou até potencialmente ameaçadora para públicos desinformados ou receosos.

Trump como Entusiasta da Tecnologia

É relevante notar que Donald Trump se posiciona como um defensor convicto dos avanços tecnológicos nesse campo específico. Sua administração tem promovido discursos favoráveis ao desenvolvimento e à comercialização de sistemas de inteligência artificial, vendo neles uma oportunidade de liderança geopolítica americana e de vantagem competitiva em relação a outras potências tecnológicas, notadamente a China.

Essa postura favorável aos avanços tecnológicos se entrelaça com sua estratégia comunicativa de renomear a inovação. A mudança de denominação não é um exercício puramente semântico, mas parte de uma estratégia maior de propaganda e persuasão direcionada a diferentes segmentos do eleitorado e da opinião pública americanas, buscando normalizar e positivar uma tecnologia que enfrenta críticas e receios legítimos.

O que Acompanhar

As semanas e meses vindouros apresentam várias possibilidades de desdobramento dessa situação. Em primeiro lugar, será importante monitorar se o governo federal conseguirá implementar efetivamente a adoção da nova terminologia em todos os seus órgãos e se haverá resistências burocráticas ou políticas internas a essa mudança. Também merece acompanhamento a extensão da pressão que a administração exercerá sobre entidades privadas, pesquisadores e veículos de comunicação para adotarem a nomenclatura, e se isso evoluirá para sanções ou outras formas de represália além da retórica da declaração inicial.

Outro aspecto significativo é avaliar se essa mudança simbólica conseguirá, de fato, alterar a percepção pública sobre a tecnologia e reduzir as preocupações e mobilizações contrárias à expansão de centros de dados. Finalmente, será ilustrativo observar como a comunidade científica internacional, especialmente fora dos Estados Unidos, responderá a essa tentativa de imposição terminológica, já que convenções científicas geralmente são produto de consenso técnico e acadêmico ao invés de decretos políticos.

Principais pontos:

• Trump declarou que tratará como inimiga da administração qualquer pessoa que continue usando "inteligência artificial" em vez de "superinteligência"

• O presidente havia antecipado essa posição em setembro durante discurso na Assembleia Geral da ONU e posteriormente assinou decreto obrigando órgãos federais a adotarem o novo termo

• Empresas como Meta e executivos como Elon Musk já começaram voluntariamente a usar a denominação "superinteligência" em suas comunicações

• A mudança terminológica busca reposicionar positivamente a percepção pública sobre essa tecnologia, diante das crescentes preocupações americanas sobre segurança e das manifestações locais contra construção de centros de dados

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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