Após enchentes no RS, empreendedores deixam cafeterias para trás e apostam em café gelado em lata
Empreendedores reinventam o café para conquistar clientes As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 mudaram completamente os planos dos empreendedores César Mincato e Thiago Fiamengui.
Com as duas cafeterias fechadas durante a tragédia, os sócios decidiram acelerar um projeto que até então era interno: a produção de café gelado em lata.
A iniciativa deu origem a uma marca especializada em bebidas funcionais à base de café especial.
"Foi quando a gente tirou a ideia que era um projeto interno da cafeteria das bebidas em lata e acabou transformando todo o negócio para essa nova lógica", afirma Thiago Fiamengui.
A mudança levou os empreendedores a deixarem o setor de serviços para apostar em um produto próprio.
Antes do lançamento, a dupla estudou tendências em mercados como Ásia, Estados Unidos e Oriente Médio, onde o consumo de café gelado cresce ano após ano.
Após enchentes no RS, sócios fecham cafeterias e criam marca de café gelado em lata Reprodução/PEGN No Brasil, porém, a aposta ainda é considerada arriscada.
"É uma aposta ousada.
Dá trabalho e tem passos para frente, para o lado e para trás.
Mas é preciso ter confiança naquilo que está fazendo", diz César Mincato.
O café utilizado na bebida é produzido em Cachoeira de Minas, na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais.
O grão foi selecionado em conjunto com o produtor para atender ao perfil sensorial desejado pela empresa.
Diferentemente do café tradicional, a bebida passa por um processo de extração a frio que leva cerca de 14 horas.
Segundo os sócios, o resultado é um produto com menos acidez e amargor e maior teor de cafeína.
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