Delcy copia Maduro e antecipa o Natal na Venezuela para novembro
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, adiantou o Natal no país para o dia 1º de novembro, para aumentar “a felicidade dos venezuelanos” e a atividade econômica após o terremoto de grandes proporções em junho.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (8), durante encontro com empresários.
Delcy usou a mesma estratégia usada por seu antecessor Nicolás Maduro enquanto esteve no poder.
Leia mais Opositores retornam à Venezuela oito meses após queda de Nicolás Maduro María Corina pede eleições na Venezuela até julho de 2027, diz jornal Maduro e esposa enfrentam novas acusações por suposta tortura de americanos Em 2025, a comemoração do feriado começou no dia 1º de outubro.
Maduro afirmou que o decreto era uma forma de “defender a felicidade” à época.
A mudança foi decretada pela primeira vez em 2013 .
Na ocasião o país enfrentava um cenário econômico difícil, o ditador então adiantou as feiras natalinas que vendem presentes e ingredientes da ceia, em um momento em que enfrentavam também uma escassez de produtos.
Maduro repetiu a prática várias vezes nos anos seguintes.
Bispos criticavam a medida, afirmando que a comemoração não deve ser usada de forma política ou para propagandas, e a data é definida pela Igreja Católica.
Economia da Venezuela Ainda nesta quinta-feira (8), Delcy afirmou que a economia da Venezuela deverá crescer 6,5% no terceiro trimestre deste ano.
Ela destacou a recuperação tanto no setor petrolífero quanto em outros setores após os devastadores terremotos que atingiram o país em junho.
A produção de petróleo no país aumentou 8% no acumulado do ano, acrescentou ela, falando em um evento com líderes empresariais.
“Outro anúncio importante foi o retorno da Venezuela ao sistema financeiro multilateral internacional.
Como sabem, retomamos as relações com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a CAF, o Banco de Desenvolvimento da América Latina, com os quais já mantínhamos relações, mas agora estimamos que, nos próximos dois anos, a Venezuela receberá financiamento público e privado de cerca de 12 bilhões de dólares”, disse.
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