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“Para formar uma memória, primeiro precisamos prestar atenção naquela informação”, afirma Carolina Fernandes

A Gazeta (ES) ·
“Para formar uma memória, primeiro precisamos prestar atenção naquela informação”, afirma Carolina Fernandes

“A tecnologia deve aproximar médico e paciente, e não competir pela atenção dele”. A afirmação da médica Carolina Fernandes resume o desafio da medicina em lidar com pacientes que já chegam às consultas com informações e respostas da internet.

A vencedora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios no Espírito Santo 2025, na categoria Ciência e Tecnologia, é uma das convidadas para o painel da Arena de Profissões do EducarES 2026. O evento será na próxima quarta-feira (02), a partir das 13h30, no Centro de Convenções de Vitória.

Em entrevista, a fundadora da Lauduz fala sobre os impactos da tecnologia para o nosso cérebro, nossa atenção e aprendizagem. Para ela, a tecnologia é uma ferramenta de ampliação da capacidade profissional, mas não substitui pensamento crítico.

Quando essa exposição acontece, nossa atenção precisa mudar de foco constantemente. Isso aumenta o cansaço mental e pode dificultar a concentração e a aprendizagem. E aí está um dos grandes paradoxos da atualidade, pois ter acesso a tanta informação não significa conseguir transformá-la em conhecimento.

Sim, a atenção pode ser treinada. Nosso cérebro consegue aprender novos comportamentos, por meio da neuroplasticidade. Quanto mais exercitamos o foco, mais desenvolvemos essa habilidade. Práticas como fazer uma tarefa por vez, reduzir as distrações e até meditar ajudam nesse processo.

Sim. Nosso cérebro não precisa apenas receber informações; ele também precisa de tempo para processar e consolidar aquilo que aprendeu. Por isso, fazer pequenas pausas e dormir adequadamente também faz parte do processo de aprendizagem.

Pode. Para formar uma memória, primeiro precisamos prestar atenção naquela informação. Se estou estudando e, ao mesmo tempo, olhando mensagens, redes sociais ou notificações, minha atenção é constantemente interrompida.

Muitas vezes temos a sensação de que conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas o cérebro está, na verdade, alternando rapidamente a atenção entre as tarefas. E cada troca tem um custo.

Então, quanto mais fragmentada estiver a nossa atenção, mais superficial pode ser o processamento daquela informação e mais difícil pode ser lembrá-la depois.

Porque o cérebro deles ainda está em desenvolvimento, especialmente as áreas relacionadas ao controle dos impulsos, planejamento, tomada de decisão e atenção.

Além disso, crianças e adolescentes estão formando hábitos. Se desde muito cedo o cérebro se acostuma a estímulos muito rápidos, recompensas imediatas e mudanças constantes de conteúdo, atividades que exigem atenção prolongada (como ler, estudar ou assistir uma aula) podem se tornar menos atraentes.

Isso não significa que a tecnologia seja ruim. O ponto principal é como, quanto e para quê ela está sendo utilizada.

Na medicina, atenção é fundamental. O médico não escuta apenas as palavras do paciente. Ele precisa perceber a história, a sequência dos sintomas, comportamentos, expressões e informações que podem parecer pequenas, mas que fazem diferença no raciocínio clínico.

Na telemedicina isso também é muito importante.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).

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