Crusoé: Instituto Sivis vê “intervenção desproporcional” de Toffoli contra Renan
Entidade afirma que falha no registro das redes já havia sido corrigida pela campanha e critica restrições
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Instituto Sivis apontou uma “intervenção desproporcional sobre a liberdade de expressão política” na decisão do ministro do TSE, Dias Toffoli , de suspender a campanha de Renan Santos (Missão) à Presidência
A legislação eleitoral determina que os candidatos informem, no registro de candidatura, as redes sociais utilizadas para propaganda eleitoral.
Segundo o instituto, a regra busca preservar a isonomia na disputa , uma vez que os perfis declarados devem ser excluídos dos mecanismos de recomendação das plataformas para usuários que não os seguem.
“No caso de Renan Santos (Missão), o requerimento de registro foi protocolado sem a indicação de 16 contas, acrescentadas apenas 12 dias depois — entre elas, a @renansantosmbl, perfil do candidato no Instagram com mais de 2,4 milhões de seguidores. A liminar proferida hoje pelo ministro Dias Toffoli, em tese, parte dessa suposta violação” , afirma.
A entidade, porém, afirmou que o registro das redes sociais já havia sido corrigida pela campanha de Renan.
“O resultado é uma intervenção desproporcional sobre a liberdade de expressão política, que deve receber proteção reforçada durante o processo eleitoral. Ainda que a finalidade invocada seja a preservação da isonomia, a medida pode produzir o efeito inverso. A falha de registro já havia sido formalmente corrigida; se comprovada a infração, a multa prevista em lei seria, em princípio, a resposta adequada. Impedir ou restringir amplamente a comunicação de um candidato compromete sua capacidade de apresentar ideias, dialogar com o eleitorado e competir em condições efetivamente equânime” , diz trecho do comunicado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.