Cinco motivos para assistir filmes de terror, segundo a ciência
Por que alguém escolheria passar duas horas vendo pessoas fugirem de monstros, assassinos ou entidades sobrenaturais? Para quem gosta de filmes de terror, a resposta talvez seja simples: porque é divertido.
E a ciência tem algumas pistas sobre por que uma experiência que envolve medo e tensão pode, paradoxalmente, terminar com uma sensação boa.
Mas há uma diferença fundamental entre assistir a um assassino perseguir alguém na tela e encontrar um assassino de verdade: o espectador sabe que está seguro.
É justamente essa combinação entre ativação fisiológica e sensação de segurança que ajuda a explicar o chamado paradoxo do terror.
Sentimos medo e, ainda assim, podemos gostar da experiência.
A ciência não diz que filmes de terror tornam qualquer pessoa mais feliz ou que o gênero possa ser considerado uma terapia.
Os efeitos variam de acordo com a personalidade, a intensidade do estímulo e a maneira como cada indivíduo lida com o medo.
Um dos trabalhos mais interessantes sobre o assunto é o artigo “The Psychological Benefits of Scary Play in Three Types of Horror Fans” , ou “os benefícios psicológicos de filmes assustadores em três tipos de fãs de horror, em tradução livre”, publicado em 2023 no J ournal of Media Psychology .
Os pesquisadores Coltan Scrivner, Marc Malmdorf Andersen, Uffe Schjødt e Mathias Clasen analisaram, em dois estudos, centenas de pessoas interessadas em experiências de terror e identificaram diferentes razões para buscar esse tipo de entretenimento.
A seguir, cinco razões que ajudam a entender por que levar alguns sustos no sofá pode ser uma experiência prazerosa.
O cérebro entra em modo de alerta, e isso pode ser excitante Quando uma cena assustadora aparece, o organismo reage como se precisasse se preparar para uma ameaça.
O sistema nervoso aumenta o estado de alerta, a frequência cardíaca pode subir e hormônios e neurotransmissores associados ao estresse e à excitação entram em ação.
Entre eles está a adrenalina, ou epinefrina, que participa da resposta de luta ou fuga.
O cortisol também faz parte desse mecanismo, ajudando o organismo a mobilizar energia diante de uma situação percebida como ameaçadora.
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