Cortina de bolhas de ar em leitos aquáticos retém quase 90% dos resíduos flutuantes
Uma tecnologia holandesa instalada no leito de canais urbanos está modificando o combate ao lixo descartável .
O sistema dispara uma parede constante de bolhas de ar a partir do fundo do leito aquático, criando uma barreira física capaz de interceptar os resíduos.
Ao subir até a superfície, o fluxo contínuo direciona garrafas, embalagens e detritos para um coletor localizado na margem.
A inovação já consegue reter cerca de 86% do plástico flutuante em cidades da Europa sem interromper a navegação de barcos nem prejudicar a fauna aquática.
Leia Mais Defesa Civil renova alerta para chuvas fortes em São Paulo até quinta (15) Análise: Super “Super El Niño” testa economia em 2027 Gestão de resíduos no Rio evita 7,2 mil internações por ano, diz estudo Como funciona a barreira de bolhas de ar nos rios A estrutura baseia-se em um tubo perfurado posicionado na diagonal ao longo do canal.
Compressores injetam ar na tubulação, gerando uma cortina ascendente de microbolhas que empurra a poluição aquática para a superfície.
A própria correnteza natural encarrega-se de guiar os materiais até uma armadilha de alumínio .
Equipes de limpeza urbana esvaziam o reservatório periodicamente, impedindo que os detritos cheguem aos oceanos .
Diferente das barragens tradicionais com grades rígidas, o mecanismo não bloqueia a passagem de embarcações turísticas e peixes.
Testes biológicos comprovaram que organismos aquáticos e espécies juvenis atravessam o fluxo sem sofrer danos.
A expansão da tecnologia para os Estados Unidos Após o sucesso operacional nos canais de Amsterdã , o projeto prepara sua primeira instalação em solo americano.
O local escolhido foi o Grand River , no estado de Michigan, ponto estratégico que deságua no Lago Michigan .
Estimativas ambientais indicam que o complexo dos Grandes Lagos recebe cerca de 10 mil toneladas de detritos poliméricos anualmente.
Autoridades locais acreditam que a engrenagem reduzirá drasticamente a entrada de microplásticos na reserva de água doce.
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