MP abre inquérito para apurar fraudes e avaliar possível anulação de provas do concurso da Polícia Penal do RN
Ministério Público do Rio Grande do Norte Divulgação/MPRN O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um inquérito civil para analisar se há motivos para anular as provas escritas do concurso público da Polícia Penal e de Especialista em Assistência Penitenciária do estado.
A portaria foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPRN desta terça-feira (15) e é assinada pelo promotor Vitor Emanuel de Medeiros Azevedo, da 70ª Promotoria de Justiça de Natal. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp No documento, o promotor afirma que o procedimento foi instaurado para analisar a “(in)existência de motivos para anulação das provas escritas” do certame.
A medida foi adotada após a repercussão da operação que resultou na prisão em flagrante de 12 pessoas suspeitas de fraude durante a aplicação das provas, no último domingo (13).
Segundo a Polícia Civil, 10 prisões ocorreram em Mossoró e duas em Natal.
Em Mossoró, a investigação apontou indícios do uso de equipamentos eletrônicos, incluindo pontos eletrônicos, para recebimento de informações durante a prova.
Já em Natal, de acordo com a polícia, a apuração indicou a atuação de terceiros fora dos locais de aplicação, responsáveis por resolver questões e transmitir respostas aos candidatos, também com auxílio de aparelhos eletrônicos.
A portaria do Ministério Público também cita a circulação, em grupos de WhatsApp, de imagens que sugerem que o caderno de prova foi fotografado e compartilhado durante a realização do exame.
Outro ponto levantado pelo MP é que, a partir da análise dos procedimentos policiais já formalizados, há indícios de que a banca organizadora não utilizou detectores de metais em todos os locais de prova.
Segundo o promotor, o objetivo agora é dimensionar a extensão das irregularidades e verificar se os mecanismos de segurança adotados foram suficientes para preservar a lisura do concurso.
O que o MP pediu Na portaria, o Ministério Público requisitou à Secretaria Estadual da Administração (Sead) e ao Instituto Avalia, banca organizadora do concurso, que enviem, no prazo de 15 dias, informações sobre: todos os locais de prova; todas as medidas de prevenção a fraudes adotadas ou planejadas; se houve uso de detectores de metais, com detalhamento da quantidade e dos locais; justificativa para a não utilização dos aparelhos, caso isso tenha ocorrido; eventual interação prévia com órgãos de inteligência e investigação para reforçar a segurança do certame.
O MP também determinou o monitoramento constante das investigações registradas pela Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público e do Combate à Corrupção (Deccor) nos dias 13 e 14 de setembro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Norte.