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Chris Rock volta à cadeira de diretor com a comédia dramática 'Misty Green'

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Chris Rock volta à cadeira de diretor com a comédia dramática 'Misty Green'

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Após mais de 10 anos sem dirigir para o cinema , o astro do stand-up Chris Rock retorna com "Misty Green", uma comédia dramática sobre Hollywood . O norte-americano não descartou seu interesse em produções de outros gêneros para dar continuidade à carreira atrás das câmeras.

"Sempre serei um comediante", disse Rock neste domingo (13), um dia após a estreia mundial de seu novo filme no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF). "O próximo filme pode ser superobscuro ou realmente absurdo", acrescentou. "Seja o que for, vou tentar torná-lo incrível."

O último filme dirigido por Rock foi a comédia romântica "Top Five", de 2014.

"Misty Green" é estrelado por Rosalind Eleazar, conhecida por seu papel na série " Slow Horses ", que interpreta uma atriz festeira, antes bem-sucedida, cuja carreira enfrenta dificuldades. Ela tem pouco dinheiro, está prestes a ser despejada de seu apartamento e precisa arrumar trabalho rapidamente.

O filme está repleto de tiradas hilárias, mas adota um tom sério ao explorar temas como racismo institucional, abuso de drogas e as armadilhas da fama em Hollywood.

No tapete vermelho, antes da estreia, o lendário comediante disse: "Eu não deveria ter que fazer a mesma coisa todas as vezes". "Vamos ver como é o drama de Chris Rock", acrescentou.

A revista norte-americana Variety classificou "Misty Green" como "o melhor filme sobre Hollywood em anos", e a atuação de Eleazar tem sido elogiada pela crítica.

A britânica, que atua ao lado de nomes renomados como Adam Driver, Anna Kendrick e o próprio Chris Rock, disse à imprensa que temeu que sua participação no elenco pudesse afastar outras estrelas. "Há muitos nomes maiores que o meu que poderiam ter assumido este papel", disse ela, mencionando que alguns atores poderiam ter pensado que "isso não valia a pena".

Rock disse no domingo que seus filmes "têm melhorado progressivamente", mas não quis se comprometer com o que poderá vir depois. "Não vou me prender a nada", afirmou.

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