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Esportes

Torcedores cheio de ódio expulsam crianças e famílias dos estádios

UOL Esporte ·

Ontem, em Itaquera, vimos em ação um grupo de terroristas psicológicos.

Exatamente isso. Aqueles "caras" que se manifestaram agressivamente contra a família do garoto de 8 anos que ganhou gentilmente a camisa do Neymar não são torcedores, e sim "terroristas psicológicos".

Quanta ignorância, falta de respeito, de noção, de civilidade aqueles "trogloditas" lotados de ódio demonstraram num estádio de futebol.

Existem jogadores que são ídolos em todos os lugares e de garotos que torcem para diversos times. Isso, em outras épocas, era supernormal no futebol brasileiro, mas hoje tudo é motivo para tocar o terror.

Eu cresci numa época em que a gente poderia ter ídolos de rivais sem problemas.

Nasci corintiano e já falei 1 milhão de vezes que meu ídolo máximo é o Rivellino.

Mas sou fã do saudoso Leivinha, do César, Roberto Dinamite, Roberto Miranda, saudoso Palhinha, Paulo César Caju, Edu, do Santos, Clodoaldo, Reinaldo, Zico, Gérson, entre outros, e, obviamente, de Pelé.

E quando era pequeno e ia com meu pai e um amigo jogar bola no clube, na hora que eu fazia gol saia gritando "CESARRRRRR"

Mas, naquela época, era praticamente impossível pedir uma camisa num estádio de futebol pela distância, a não ser se o torcedor ficasse colado na grade do Pacaembu ou do Parque São Jorge.

Mas hoje existe essa proximidade e a possibilidade de escrever um cartaz pedindo a camisa para seu ídolo, e foi o que o garoto fez.

O Neymar carinhosamente lhe deu a camisa, e aí esses terroristas psicológicos entraram em ação, e o garoto, junto com seu pai e sua mãe, teve de sair escoltado.

Imaginem esses "machos de estádio" chegando em casa frustrados e carregados de ódio. Como tratam suas esposas e seus filhos?

Esse tipo de torcedor precisa ser identificado e proibido de entrar nos estádios, porque não é capaz de estar em um evento esportivo.

Se a polícia não tivesse agido, provavelmente o pai e a mãe do garoto teriam sido agredidos, e os torcedores tomariam a camisa do menino para queimá-la como demonstração de força e macheza.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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