Uma torre natural de 264 metros sobe quase verticalmente das planícies e guarda centenas de rachaduras paralelas que parecem ter sido cortadas à mão
Resfriamento de rocha ígnea e milhões de anos de erosão explicam as enormes colunas que transformaram a formação em um marco do Wyoming
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No nordeste do Wyoming, nos Estados Unidos, uma massa de rocha se destaca abruptamente sobre a paisagem e chama atenção pelas longas linhas verticais que percorrem suas paredes. A Devils Tower tem cerca de 264 metros da base ao topo e é formada por rocha ígnea extremamente resistente. Suas centenas de fraturas paralelas não foram talhadas: são resultado do resfriamento, da contração da rocha e de milhões de anos de erosão.
A superfície da formação é dividida por juntas que criam colunas poligonais excepcionalmente grandes. Muitas apresentam cinco ou seis lados e algumas chegam a aproximadamente 1,8 a 2,4 metros de largura perto da base, diminuindo em direção ao topo. Na região central e superior, grande parte delas é quase vertical.
Esse padrão recebe o nome de disjunção ou fraturamento colunar. Embora apareça em outras formações vulcânicas e intrusivas ao redor do mundo, o National Park Service considera Devils Tower um dos exemplos mais impressionantes desse processo geológico nos Estados Unidos.
Quando uma massa de magma ou lava esfria e passa do estado fundido para sólido, seu volume diminui. Essa contração produz tensões internas e abre fraturas que podem se propagar de maneira relativamente regular. Quando três delas se encontram aproximadamente a 120 graus, o resultado tende a produzir padrões poligonais, inclusive colunas hexagonais.
No caso da torre, o processo criou centenas de fendas paralelas de comprimentos e larguras diferentes. Algumas são estreitas o suficiente para receber apenas os dedos de um escalador, enquanto a maior rachadura mencionada pelo parque alcança quase 122 metros de extensão vertical.
Este vídeo apresenta a geologia da formação, as colunas e o papel posterior da erosão.
Há consenso de que a rocha é ígnea, especificamente um pórfiro fonolítico, mas os detalhes de sua origem continuam debatidos. Entre as hipóteses estão uma intrusão rasa, um pescoço vulcânico e um sistema associado a uma antiga estrutura explosiva. A erosão apagou parte das evidências que poderiam distinguir definitivamente essas interpretações.
O próprio National Park Service explica que diferentes modelos ainda são considerados para a formação da torre . Portanto, apresentá-la simplesmente como o “núcleo de um vulcão extinto” seria mais categórico do que as evidências atualmente permitem.
Devils Tower nem sempre esteve exposta como hoje. Rochas sedimentares ocupavam grande parte da região ao redor da massa ígnea. Água, intemperismo e erosão removeram gradualmente esses materiais mais frágeis, enquanto o pórfiro fonolítico resistiu melhor ao desgaste.
O processo não terminou. Chuva, neve, congelamento e degelo continuam atuando nas fraturas naturais. Na base existe um amplo campo de blocos desprendidos da própria torre, evidência de que a estrutura também sofre intemperismo e perde fragmentos lentamente.
A diferença de resistência entre a torre e as rochas sedimentares vizinhas ajuda a explicar sua aparência monumental.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.