Prefeito é acusado de agredir esposa que pediu separação e deixa o PT em PE
O prefeito era filiado ao PT até a divulgação do vídeo da ex-esposa, mas pediu desfiliação ao diretório pernambucano do partido , que acolheu o pedido e soltou uma nota pública hoje manifestando solidariedade a Raila e repudiando violência contra as mulheres.
Em nota, o prefeito não confirmou e nem negou as agressões. "Os fatos serão tratados exclusivamente pelas vias legais, com a serenidade e a responsabilidade que a situação exige", diz.
A ex-primeira dama alegou que sofreu "agressão física gravíssima" dentro de casa, e que o filho do casal, de 7 anos, "ouviu e presenciou o desespero de uma mãe que sangrava".
Ela conta que demorou a falar publicamente do caso porque teve "medo por mim, por meu filho, pela exposição e pelas consequências de denunciar alguém que ocupa uma posição de poder e de influência".
Além da violência física e emocional, também estou enfrentando aquilo que muitas mulheres enfrentam quando decidem romper: a violência patrimonial, porque a violência ela não termina. Mas hoje esse medo não vai mais me calar, eu estou buscando os meus direitos e deixarei que as autoridades competentes investiguem e responsabilizar quem tiver que ser responsabilizado, porque nada justifica o homem agredir uma mulher. Raila Miranda
Ela afirmou ainda que no momento da violência a primeira coisa que passou pela cabeça "não foi política, não foi a reputação, não foi a imagem": "Foi sobreviver, proteger o meu filho e pensar como eu vou sair daqui viva".
"Eu só havia tomado uma decisão sobre a minha própria vida, eu não queria mais continuar aquela relação e ele não aceitou e ninguém tem o direito de responder com um fim como uma violência. Hoje eu falo por mim, falo pelo meu filho e por tantas mulheres que ainda vivem em silêncio por medo."
O caso aconteceu há mais de 20 dias e Raila alega que ainda está reconstruindo a vida. "Nesse Agosto Lilás, eu escolhi usar a minha voz, não para julgar, não para condenar, não para expor; mas para dizer que eu sobrevivi, que eu estou reconstruindo a minha vida e não vou permitir que o medo determine o meu futuro".
Após a repercussão do caso, o prefeito divulgou nota afirmando que espera a conclusão das investigações.
Ciente da minha conduta e dos meus atos, permanecerei comprometido com a verdade e com a Justiça, respondendo a tudo o que for necessário, sempre dentro dos limites da lei e com absoluto respeito às instituições. Da mesma forma, buscarei, pelos meios jurídicos adequados, a preservação e o restabelecimento da convivência com meu filho, resguardando, acima de qualquer conflito entre adultos, o seu melhor interesse. George de Sidney
O PT Pernambuco, após a repercussão caso, divulgou nota repudiando "toda e qualquer forma de violência contra as mulheres". "Manifestamos nossa solidariedade à vítima diante das denúncias de agressão física e violência patrimonial envolvendo o prefeito de Granito, George de Sidney".
"Diante da gravidade das acusações, a direção partidária recebeu seu pedido de desfiliação enquanto encaminhava, em regime de urgência, processo ético-disciplinar.
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