Ibovespa descola de NY e fecha em alta, após presidente do Fed endurecer tom sobre inflação
O Ibovespa, principal índice de ações brasileiras, se descolou das bolsas de Nova York, a poucos minutos do fechamento, e encerrou o pregão desta sexta-feira (28) em alta.
Após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, adotar um tom mais duro sobre a inflação em seu discurso no simpósio anual de Jackson Hole, as bolsas passaram a cair de mãos dadas, com o investidores aumentando as apostas em uma alta dos juros americanos já em setembro.
O Ibovespa fechou em alta de 0,3%, aos 175.665 pontos.
Na semana, acumula valorização de 2,7%.
Dos 78 ativos que compõem o índice, 35 registraram valorização.
Entre as mais negociadas do dia e com maior peso, Petrobras (PETR4; +2%), Banco do Brasil (BBAS3; +1%) e B3 (B3SA3; +2%), garantiram o Ibovespa em campo positivo.
Em Nova York, o principal índice da bolsa, o S&P 500 caiu 0,25%, e o Nasdaq, das empresas de tecnologia, perdeu 0,5%.
Na semana, ganham 0,5% e 0,8%, respectivamente.
Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,5% e anotou ligeiro ganho na semana.
No mercado de câmbio, a cotação do dólar subiu 1% na semana frente ao real, a R$ 5,20.
O petróleo tipo Brent, a referência global e brasileira de preço, fechou abaixo dos US$ 90, o barril.
O ouro teve forte queda de quase 3%, encerrando a semana cotado abaixo de US$ 4.500.
O movimento negativo das bolsas interrompeu uma manhã mais favorável aos ativos de risco.
O Ibovespa chegou a subir 0,73%, embalado pelo cenário político doméstico e por sinais de retorno do investidor estrangeiro, enquanto Wall Street ainda carregava parte do otimismo com o setor de tecnologia.
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