Peter Thiel acusa Obama e Papa de explorar medo da IA para ganhar popularidade
O bilionário e investidor Peter Thiel acusou o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o papa Leão XIV de usarem as preocupações da população com a inteligência artificial (IA) para ampliar sua influência política e pública.
As declarações, feitas durante uma série de palestras privadas em Nashville, ocorrem em meio à intensificação do debate sobre os riscos da tecnologia e a necessidade de supervisão governamental.
De acordo com gravações exclusivas dos encontros a portas fechadas, obtidas pela newsletter Decoded , Thiel argumentou que os críticos da IA podem transformar a impopularidade da tecnologia em uma vantagem.
“ Muitas pessoas sabem que a IA é politicamente impopular e querem aproveitar isso para aumentar a própria popularidade” , afirmou, citando especificamente Obama e o papa.
Thiel também criticou a abordagem do Partido Democrata em relação à IA.
Segundo ele, Obama acredita que os democratas estão sem novas ideias, mas ainda podem conquistar apoio ao se posicionarem contra a tecnologia.
O ex-presidente defendeu a criação de uma estrutura mais abrangente para lidar com a IA, destacando a necessidade de uma direção política clara caso os democratas recuperem o controle da Câmara dos Representantes nas eleições legislativas de novembro.
Peter Thiel relaciona a regulamentação da IA ao Anticristo Durante as palestras, Thiel aprofundou suas advertências sobre o Anticristo, estabelecendo conexões entre a figura religiosa e a possível ascensão de um poder global centralizado.
Ele descreveu um cenário em que líderes prometem estabilidade e segurança, mas acabam restringindo o progresso tecnológico e as liberdades individuais.
O bilionário já havia relacionado suas preocupações com o Anticristo à possibilidade de um “ governo mundial único ” que utilizaria a regulamentação para controlar o desenvolvimento tecnológico.
Sob essa perspectiva, medidas para estabelecer limites e salvaguardas para a IA poderiam servir como instrumentos de concentração de poder político, em vez de se limitarem à proteção da população.
Defensores da regulamentação, por outro lado, argumentam que a supervisão é necessária para enfrentar problemas associados à tecnologia, como os impactos sobre o emprego, a privacidade e a segurança, além dos riscos de sistemas cada vez mais avançados causarem danos.
Papa diz que é preciso impedir que a IA domine o ser humano e afirma: “não basta regulá-la: deve ser desarmada e tornada acolhedora” Papa e líderes da tecnologia alertam sobre os riscos da IA O papa Leão XIV tem defendido repetidamente que o desenvolvimento da IA seja orientado por princípios éticos.
Em novembro de 2025, ele pediu que os desenvolvedores fundamentassem seu trabalho em valores éticos e espirituais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.hardware.com.br — o conteúdo pertence a Hardware.com.br.