'Brutal violência', diz juíza ao manter prisão de pais suspeitos de matar bebê com mais de 20 golpes de faca, na PB
'Brutal violência', diz juíza ao manter prisão de pais suspeitos de matar bebê com mais de 20 golpes de faca, na PB Reprodução/TV Sol A juíza Venessa Moura Pereira de Cavalcante, responsável pela condução da audiência de custódia de Marcos Gabriel Santos Pacheco e Mirelly Laila Lucena, pai e mãe suspeitos de matar o próprio filho, um bebê de 23 dias de vida, a facadas, classificou o crime como sendo de "brutal violência" no termo em que converteu a prisão em flagrante de ambos em preventiva.
O g1 teve acesso ao documento nesta sexta-feira (16). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp "Recém-nascido indefeso com 23 dias de existência, no leito doméstico, com emprego de brutal violência e meio manifestamente cruel.
Tais peculiaridades evidenciam reprovabilidade excepcional decorrente do próprio modus operandi", escreveu.
A juíza também descreveu a cena que policiais militares encontraram após serem acionados para a residência em Patos.
De acordo com a magistrada, a mãe foi vista "com mãos, rosto e vestes ensanguentados, gritando em via pública que seu companheiro havia ceifado a vida de seu filho".
Pelo relato, o pai do bebê foi encontrado pela Polícia Militar da seguinte forma: "o flagranteado Marcos Gabriel Santos Pacheco de Alacoque encontrava-se no beco contíguo, sem camisa, igualmente clamando por socorro policial e imputando a autoria dos golpes à genitora da criança".
Em depoimento para a Polícia Civil, após as prisões, tanto o pai quanto a mãe mantiveram as versões de que um e o outro, respectivamente, cometeram o crime.
Ambos foram presos em flagrante na quarta-feira (14) e a audiência de custódia deles converteu esse tipo de prisão para prisão preventiva aconteceu na quinta-feira (15).
Eles podem responder por homicídio qualificado e omissão.
O homem foi encaminhado para o Presídio Masculino Romero Nóbrega, em Patos, e a mulher para o Presídio Regional Feminino, também em Patos.
Presídio Romero Nóbrega, em Patos, Sertão da Paraíba Reprodução/TV Paraíba Bebê agonizou antes de morrer O bebê de 23 dias sofreu 24 facadas, segundo a perícia.
De acordo com o perito do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) da cidade, Dionísio Filho, a criança não morreu imediatamente após os golpes e agonizou antes de morrer.
De acordo com o perito, 13 ferimentos atingiram a parte posterior do corpo, incluindo as costas e os braços, enquanto outros 11 foram registrados na parte frontal, no abdômen, no rosto e no tórax.
Uma das facadas perfurou o coração do bebê.
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