Rede de saúde integrada alerta para o El Niño e os casos de doenças respiratórias no Sul do País
Com a atuação do El Niño e a previsão de chuvas acima da média para a região Sul do Brasil em setembro, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), ambientes fechados e úmidos podem se tornar mais favoráveis à proliferação de fungos e à circulação de vírus respiratórios.
Dentro desse cenário, especialistas reforçam a importância de manter os espaços ventilados e adotar cuidados simples para reduzir os riscos à saúde respiratória.
A atenção se torna ainda mais relevante por conta do Super El Niño, fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico.
Segundo o boletim do Painel El Niño 2026-2027, elaborado por órgãos como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o INMET, o fenômeno foi confirmado em junho e há previsão de chuvas acima da média em áreas da Região Sul, além da possibilidade de intensificação ao longo do segundo semestre.
Para a infectologista da Hapvida, Mickaela Fischer, a combinação entre frio, umidade e ambientes com pouca ventilação pode criar condições favoráveis para a circulação de agentes infecciosos.
“Durante o inverno, a tendência de mantermos os ambientes fechados, sem circulação adequada do ar, somado à umidade natural e à proveniente das chuvas, cria um ambiente favorável para a proliferação de diversos fungos”, explica.
Segundo a médica, as baixas temperaturas também podem agravar sintomas respiratórios.
“O clima frio acaba reduzindo também a temperatura nas vias aéreas, prejudicando a eficiência de alguns mecanismos de defesa nelas”, afirma.
Mais do que o frio em si, porém, são os hábitos adotados nessa época que aumentam o risco de contaminação.
Manter portas e janelas fechadas por longos períodos eleva a concentração de agentes patógenos nos ambientes e favorece a circulação de vírus respiratórios.
“É um mito muito comum de que o frio deixa as pessoas doentes, mas são os hábitos que temos nestes períodos que de fato aumentam o nosso risco”, ressalta a infectologista.
Recomendações para a prevenção Ao retornar para uma casa que ficou fechada por vários dias, especialmente após períodos de chuva, a recomendação é abrir portas e janelas para renovar o ar e verificar possíveis focos de mofo em paredes e locais com maior umidade.
Cobertores, cortinas e outros tecidos também devem ser lavados e secos, preferencialmente ao sol.
A atenção deve se estender aos sintomas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.