Ibovespa salta quase 3% com fluxo estrangeiro e Yduqs (YDUQ3) é a ação com melhor desempenho; confira os destaques da semana
O Ibovespa ( IBOV ) interrompeu a sequência de três perdas semanais com retomada da entrada do fluxo estrangeiro.
O principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 2,71% na semana e encerrou a última sessão aos 177.664,62 pontos .
Já o dólar à vista terminou a R$ 5,1965, com alta de 1% no acumulado da semana.
“A recuperação teve dois motores principais: a queda do petróleo, que melhora o cenário inflacionário global e doméstico. Também houve algum retorno de fluxo estrangeiro, com investidores recompondo posições em ações que caíram muito ao longo do mês, especialmente Vale (VALE3) e bancos”, avalia Bruna Sene, analista de renda variável da Rico.
Os investidores estrangeiros aportaram cerca de R$ 3,2 bilhões no mercado à vista, segundo o Bank of America (BofA) na última semana, revertendo parrte das saídas de quase R$ 22 bilhões registradas no mês. No acumulado do ano, o saldo ainda é positivo em R$ 16 bilhões.
Por aqui, a semana foi agitada pelo cenário eleitoral, com pesquisas de intenção de votos apontando para uma redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto nos primeiro e segundo turnos.
Dados de emprego também movimentaram o ambiente doméstico. A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre até julho de 2026, no menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012.
Já os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação 58.568 empregos com carteira assinada em julho, abaixo do esperado pelo mercado.
Além disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) , considerado uma prévia da inflação, recuou 0,40% em agosto e fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 4,24%, melhor do que o esperado pelo mercado.
Os resultados refletiram na ponta curta da curva de juros futuros, com a leitura de que o dado abre espaço para novos cortes na Selic, hoje em 14% ao ano. A taxa de contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, por exemplo, terminou o último pregão a 13,610%.
O destaque, porém, foi o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Kevin Warsh, no simpósio anual de Jackson Hole.
Warsh afirmou que o Fed “terá trabalho a fazer” caso a inflação não caminhe rapidamente para a meta de 2%. Segundo ele, “o progresso [de levar a inflação à meta] nos últimos dois anos tem sido modesto”.
O PCE, a inflação preferida do Fed, registrou alta de 3,7% em agosto — acima da meta e das expectativas do mercado.
As falas de Warsh fizeram os agentes financeiros antecipar a aposta de alta nos juros nos Estados Unidos de outubro para setembro. Nesta sexta-feira (28), a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 57% de chance de o BC dos EUA elevar os juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, contra a aposta de 35,7% antes do discurso.
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