Moraes e Mendonça batem boca durante julgamento no STF; assista
Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), bateram boca durante o julgamento na Suprema Corte nesta terça-feira (15).
O plenário julga o caso que envolve a discussão sobre as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontadas em investigação da PF (Polícia Federal).
Leia Mais Dino aponta descumprimento de normas e sugere juntar julgamentos no dia 23 "A capa de Vossa Excelência é igual a minha", diz Dino ao questionar Fachin Lula pede que assessores o mantenham informado sobre julgamento de Moraes Veja o que disseram os ministros: Alexandre de Moraes: “Não há como julgar hoje, sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal? André Mendonça: “Não é questão de medo, não” Alexandre de Moraes: “Não estou pergunto a Vossa Excelência” André Mendonça: “Mas eu estou lhe respondendo”.
Alexandre de Moraes: “Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada? E vamos trazer aqui, presidente, testemunhas que eu vou indicar.
Vou chamar aqui advogados.
Eu tenho testemunhas de que o ministro André disse, em reunião…” André Mendonça: “Mentira, isso é mentira”.
Alexandre de Moraes: “Vamos chamar? Não há como julgar hoje sem julgar terça-feira”.
André Mendonça: “Podem chamar quem quiser, vão mentir”.
Alexandre de Mores: “O ministro André chamou: incluam o ministro Alexandre.
Por que? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”.
André Mendonça: “Ah, presidente….eu não vou responder, no meu momento de fala, eu falo”.
Sessão histórica A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.
A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.
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