quinta-feira, 3 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Últimas

O estado midiático (por Gaudêncio Torquato)

Metrópoles ·
O estado midiático (por Gaudêncio Torquato)

O vedetismo é característico do atual ciclo de declínio dos meca­nismos clássicos da política – partidos, parlamentos, ideologias.

Tem mais impacto em sociedades menos desenvolvidas, como a nossa, do que em democracias consolidadas, onde a mídia ainda costuma refle­tir, ao lado da competição entre quadros, diferenças de visões doutri­nárias.

Aqui, a política se transforma, a olhos vistos, em monumental espetáculo, em que atores fazem absoluta questão de ocupar o espaço institucional com a imagem de seus perfis.

Nos Estados Unidos ou em Países europeus, são perceptíveis as diferenças de posições entre repu­blicanos e democratas ou entre liberais e conservadores, esquerdistas e direitistas, trabalhistas e socialdemocratas.

Na verdade, a espetacularização da política brasileira faz parte da cultura de um Estado cujas instituições e atores balizam, cada vez mais, atitudes e ações por influência dos meios de comunicação.

Tudo parece ser delineado pela indústria midiática.

Se não passarem pela tuba de ressonância formada pelos veículos impressos e eletrônicos, os fatos inexistem.

Se não ocorrem, não há figurantes nem história.

Se é assim, os políticos tratam logo de fazê-la, puxando, claro, a brasa para a sua sardinha.

Até a sagrada instituição da Justiça, na esteira da magia poderosa da mídia, para ampliar a visibilidade, à maneira das casas congressuais, tem o seu canal próprio de televisão, o que nos proporciona a agradável surpresa de ver que magistrados da mais alta Corte também dão sonoras risadas e até constroem tiradas jocosas, eles, que pareciam a nós, simples mortais, deuses solenes e medita­bundos, compenetrados de divina onipotência.

Não há dúvida que o acesso democrático à informação institucional é um avanço.

A ques­tão, porém, não é esta.

Nefasto é usar o espaço de comunicação, pú­blico ou privado, para que um cidadão, a serviço do povo e do Estado, queira estabelecer para si aquele objetivo que Mussolini desgraçada­mente se impôs: “Fazer da própria vida a sua obra-prima”.

Essa é uma praga que tem assolado o Estado brasileiro.

Ler a notícia completa no Metrópoles ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

Mais de Metrópoles

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›