Dino e Fachin trocam farpas em julgamento de Moraes no STF
O ministro Flávio Dino ironizou mais de uma vez o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, durante o julgamento que pode abrir uma investigação mirando Alexandre de Moraes nesta terça-feira, 15.
Ao finalizar a leitura do relatório que inicia a sessão, Fachin pediu que os ministros solicitassem a palavra à Presidência para o bom andamento da sessão.
Quando Dias Toffoli se declarava suspeito para participar do julgamento , Dino pediu para interrompê-lo.
Fachin interviu, dizendo que quem concederia a palavra seria a Presidência, e Dino rebateu que faria como fazem sempre, que a palavra é concedida por quem está falando.
Fachin levantou a voz: “Vossa Excelência precisa pedir a palavra à Presidência”.
Dino respondeu: “Vou seguir o regimento da Corte”, e seguiu falando.
Depois, quando Gilmar Mendes se manifestava Dino pediu licença ao decano para interromper mais uma vez.
Depois, perguntou a Fachin se ele permitia que Gilmar o autorizasse.
“A ironia está nas entrelinhas.
Sem dúvida, vossa Excelência tem a palavra”, respondeu o presidente.
“A ironia serve para descontrair o ambiente, vossa Excelência sabe disso.
É Aristóteles”, afirmou Dino.
Continua após a publicidade Nesta fala, Dino advertiu sobre a possibilidade de Fachin ter avocado o caso para si –avocatória é quando um ministro chama para si uma causa, um mecanismo que era usado durante a ditadura militar e que foi parcialmente abolido na Constituição de 1988.
Em meio à guerra entre os ministros, Fachin tirou a relatoria do caso julgado hoje de André Mendonça e colocou-o sob a Presidência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.